Morte por cortes de papel

Interessante metáfora, não? Se você sabe inglês e quer entender melhor, leia o artigo completo aqui. De qualquer forma, vou fazer um preview e traduzir um trecho aqui mesmo.

Durante a Convenção Nacional de Pastores (nos EUA, claro), Rob Bell falou sobre críticas, e como elas atingem os pastores e ministros. Confesso que foi bom ler esse texto, e me identificar com pelo menos uma das três reações que, segundo ele, tornam-se padrão entre aqueles que já foram criticados algum dia. Ele se refere às pequenas críticas diárias como “cortes de papel”, e como elas podem levar à morte (não física, claro) daquele que é “cortado”. A seguir estão as três reações mais comuns dos criticados:

1. Nós encontramos uma barreira ao nosso chamado profético. Não teremos a coragem necessária para falar acerca das coisas mais difíceis; coragem requerida ao nosso chamado. Se fomos machucados no passado em momentos mais vulneráveis, sinceros ou desafiadores, teremos dificuldade de nos expor assim novamente. Teremos aprendido “a dolorosa realidade de que as ovelhas também tem dentes”.

2. Começaremos a listar e dividir as pessoas na igreja como a favor e contra nós. Isso, nas palavras de Bell, não honra as pessoas e cria divisões na Igreja.

3. Iremos, de forma indireta, buscar por vingança. Ela pode vir das mais diferentes formas, desde o humor sarcástico até a fofoca encoberta, mas de alguma forma, nossa vontade é de infligir alguma vingança naqueles que nos machucaram.

Confesso que toda a reflexão mexeu comigo. Eu já sofri muito dentro da Igreja, mais ainda após ter respondido ao chamado ministerial para minha vida. Sei que muitos de vocês que estão lendo também já sofreram muitíssimo. Para nós, Bell oferece uma solução em três partes: temos que, 1) especificar a dor, sem minimizá-la ou ignorá-la; 2) devemos aceitar a dor, sem deixar a dor de lado esperando que cure sozinha; e finalmente, 3) devemos absorver a dor (a parte mais dolorida), ao que Tim Keller chama de uma forma de morte. “É realmente horrível absorver o erro feito a você por outros, mas do outro lado dessa morte, há nova vida; uma ressurreição que nos ajuda a amar mais como Cristo”.

Pouco é falado acerca dessa cura em nossas igrejas, e ao mesmo tempo, talvez esse seja justamente o mal que mais nos aflige. Não creio que ele (Bell) esteja falando em algo separado do amor de Deus, que nos ajuda a passar por esses momentos, mas precisamos ter uma disposição interna a viver uma vida mais parecida com a de Cristo, aquele que foi, e continua sendo, o homem mais criticado da história. O texto do link acima é o resumo de alguém que estava assistindo a exposição de Bell, e não dele próprio, então certamente há coisas que foram deixadas de lado, e espero que Cristo, na fala de Bell, tenha tido uma participação maior no processo de cura.

O que você pensa disso? Como você enfrenta as críticas, as dores?

um abraço,

Eduardo