Lançamento – Voz Como o Som de Muitas Águas

Eis aqui o novo disco. Estou muito feliz em compartilhar estas canções com todos vocês, e espero que Deus as use para abençoar Sua Igreja. Como você já sabe, estas músicas foram gravadas em casa, e não em um estúdio. Na medida do possível, tentei dar o meu melhor tanto na execução das músicas quanto na produção, mas sei que há aqueles que não irão gostar – e está tudo bem. 🙂

Clique na arte abaixo para fazer o download.

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Como você lerá no encarte online, este disco é dedicado à memória de minha avó Cléia Borges Mano, que faleceu enquanto eu grava este disco. Aquilo que quero transmitir com este disco é que nosso Deus é soberano, e é Senhor da vida e da morte – e tudo coopera para o bem dos que O amam.

No vídeo abaixo eu falo mais um pouco sobre o disco e as músicas.

Mais um EP. É necessário?

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Aos desavisados, eu estou gravando um novo EP. Ao todo serão 6 faixas, sendo que uma é a regravação de um hino. Já falei em inúmeras outras oportunidades o quão relevantes os hinos ainda são – sim, sou bem categórico nisto -, e pretendo fazer disso um hábito: regravar um hino a cada novo trabalho meu.

Pretendo lançar o EP no início de abril, se Deus assim permitir. E embora não haja problema nenhum no fato de eu usar meu próprio site para fazer propaganda de um novo lançamento, não é sobre isso que eu gostaria de falar.

Há mesmo a necessidade de eu (ou ainda, qualquer outro músico) gravar um novo trabalho?

Creio que a resposta seja sim, especialmente quando falamos em música cristã (e mais especialmente ainda quando pensamos naquilo que algumas gravadoras têm despejado no mercado). Mas uma resposta mais elaborada a esta pergunta é a seguinte: sempre – SEMPRE – precisaremos de músicas que nos lembrem da realidade de nossa vida cristã e da nossa necessidade de um relacionamento profundo com Deus.

Pense nos Salmos. Há Salmos de todos os tipos, com diferentes nuances. Há salmos que exaltam a Deus e Seu poder criador. Há salmos que falam do anseio íntimo do salmista por Deus. Há salmos que dizem que os inimigos de Deus prosperam enquanto os Seus servos padecem. A lista é extensa. E extensa é a variedade de sentimentos e momentos que vivemos em nossa vida cristã.

Muitas vezes o que a música gospel vende é uma vida monótona. Uma vida que pensa e enfatiza apenas um aspecto de nosso relacionamento com Deus – e geralmente é o aspecto vitorioso, onde tudo vai bem… o “gospel way of life“. Só que a realidade não é bem assim. Pessoas adoecem. Muitas morrem. Empregos são perdidos. Filhos nascem e trazem consigo desafios. Relacionamentos são iniciados e terminados. Amizades são desfeitas. Arrisco dizer que boa parte de nossa vida é vivida debaixo do cinza, e não das cores vivas da alegria. E creio ser um problema grave quando este cinza de nossas vidas não é confrontado com a Verdade das Escrituras. Explicarei melhor isso.

Se boa parte de nossas vidas comuns é vivida no cinza, na incerteza, precisamos desenvolver uma prática de adoração que seja coerente com esses momentos, para então podermos, confrontados pela realidade da Palavra de Deus, nos regozijarmos com uma das grandes realidades que a Bíblia quer nos apresentar: Deus, e somente Ele, deve ser nosso prazer e alegria.

Muitas vezes, ao chegarmos ao culto de domingo em nossas igrejas (pois sejamos realistas: poucos cristãos desenvolvem o hábito de participar de grupos pequenos durante a semana), as aflições de nossos corações não são apaziguadas por aquilo que cantamos. Na verdade, podem ser até mesmo pioradas. Ao invés de cantarmos sobre a realidade de encontrarmos descanso em Deus quando lançamos nossas aflições sobre Ele, cantamos que viveremos mudanças radicais em nossas vidas (geralmente de ordem financeira). Só que muitas vezes, não há indícios que uma mudança destas realmente venha. E de fato, talvez nem mesmo Deus tenha isso planejado para nossas vidas. E a angústia apenas continua.

Em João 6 nós lemos um relato fantástico a respeito de como muitos dos judeus da época de Jesus o viam como um utensílio, um bem de consumo. Em primeiro lugar, nos versos 1 a 15, vemos a primeira multiplicação de pães e peixes. Algo fantástico, extraordinário… um milagre sem precedentes. Só que poucos versos depois, em João 6.22-59, vemos que muitos dos judeus que estiveram multiplicação dos alimentos atravessaram o mar em direção a Cafarnaum em busca de Jesus. E Cristo sabia o intento de seus corações. Ele diz, em João 6.26: “Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e ficastes satisfeitos”.

É exatamente isto que temos feito, domingo após domingo. Temos ido a Jesus não por quem Ele é, mas sim pelos benefícios que poderíamos ter. E a música que é executada nos cultos de inúmeras igrejas pelo Brasil e pelo mundo tem enfatizado isso, esta busca utilitária por Deus, como se Ele fosse um caixa eletrônico onde simplesmente depositamos pedidos e retiramos bênçãos.

A música cristã deveria ter o papel de colocar tudo na perspectiva correta. E qual é esta perspectiva? A de que nossa maior fonte de alegria e prazer deveria ser encontrada em Deus, Nele apenas. Não no que Ele nos dá, pois como aprendemos com Jó, “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1.21)

Toda música cristã, mesmo a que parece triste por ser escrita e cantada em tons menores, deve apontar para a fonte máxima de alegria e prazer nesta vida e na próxima: Jesus. E por isso que sim, vale a pena lançarmos mais músicas cristãs que exaltem a Cristo e ofereçam uma resposta às áreas cinzentas e nebulosas da vida, onde as incertezas por vezes são grandes, mas não podem esconder a mão de Jesus a nos guiar por meio dos vales e desertos.

Que Deus nos abençoe sempre com Sua presença.

Eduardo Mano

Muitas coisas boas

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Essa semana foi uma daquelas vezes em que Deus, de forma muito especial e majestosa, demonstra seu cuidado. De maneira bem específica, este cuidado se mostrou em alguns processos do ministério.

Logo na terça-feira um amigo entrou em contato propondo uma “troca”. O benefício é que eu teria um saldo de 300 CDs para duplicar com ele. Tudo o que eu precisaria é entregar as mídias. Daí veio a segunda parte da benção. Através de nossa página no Facebook, avisei isso ao seguidores e pedi que, caso alguém pudesse contribuir para ajudar a comprar as mídias, que entrasse em contato. Foram muitas respostas e algumas pessoas foram generosas conosco, o que nos permite, hoje, ter o dinheiro necessário para as mídias. Daí vem a terceira benção: com isso, já começamos a levantar algum dinheiro para a gravação do novo CD.

Estou muito animado com a possibilidade de um novo CD, e quero escrever mais sobre isso em um próximo post. Este texto é para celebrar e agradecer a Deus pelos favores Dele nesta semana.

A última alegria foi a compra do domínio velhasverdades.com. Desde que perdemos o domínio eduardomano.net as coisas pareciam estar um pouco largadas… as tentativas de “gambiarra” não ajudaram muito e por fim tudo se acertou. Este domínio é também uma afirmação daquilo que creio e como penso o ministério: quero as velhas verdade de Deus, pois o novo, às vezes, soa estranho demais.

Nos acompanhem nesta nova fase da jornada. Uma fase mais focada no Reino, no ministério e no serviço. Ore pela gente, por nossas famílias, nossos empregos e sustento. E acima de tudo, para que Cristo seja o centro de nossas vidas em tudo, e que Ele mesmo guarde nosso coração para Si.

Um excelente final de semana a todos!

Eduardo Mano

#CDNovoEduardoMano

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Hoje eu soltei no Facebook e no Instagram a informação de que ontem iniciamos a produção de nosso novo CD. É isso mesmo. Após quase uma no sem ensaiar com os caras (esses daí da foto), voltamos ao estúdio que é praticamente nosso QG para começar a pensar nas novas músicas que estarão neste novo trabalho.

Vou utilizar este espaço para explicar como será esse processo. Os ensaios, a busca por um estúdio para gravar algumas coisas, a gravação caseira de outras coisas… tudo sairá aqui. Vocês que têm lido este blog sabem como eu me divirto em época de gravação, e como gosto de falar sobre tudo com vocês. Tem sido assim nos últimos dois discos, e tornaremos isso um hábito.

Neste disco não teremos regravação de música de CDs anteriores, e nem regravação de hinos (ao menos creio que não). Todas as músicas são novas, e a maioria é bem recente: muitas foram escritas no período em que morei com minha esposa em Manaus, e outras já de volta ao Rio.

Queremos com este trabalho atingir dois objetivos: dignificar e honrar o Nome de Deus, e abençoar a igreja brasileira. Queremos fazer um excelente trabalho com aquilo que temos nas mãos, e temos orado para que Deus faça algo grande com este CD. Cremos que o que temos cantado é bíblico e centrado no Evangelho de Cristo. Dependemos de Cristo para fazer algo bom, dependemos Dele para termos nossos corações e mentes no lugar certo durante o processo, e dependemos Dele para o que quer que aconteça após o disco ficar pronto.

De Cristo, por Cristo e para Cristo é este trabalho. Ore pela gente no processo.

 

Um abraço!

Eduardo Mano