keithgreen

Hoje, dia 28 de julho, lembramos os 33 anos do falecimento de Keith Green e seus filhos Josiah e Bethany em um acidente aéreo. Não preciso fazer nenhuma introdução ao homem e àquilo que ele fez através do poder de Deus. Também não preciso dizer que nem tudo em sua caminhada cristã foi perfeito – como provavelmente a de ninguém será. Mas em tempos de celebridades musicais e de um constante e crescente foco no cantor ou artista, gostaria de contar a história da música de Green que é mais conhecida entre os brasileiros, fruto de uma versão escrita por Marcos Góes e gravada no disco A Vigília 2, de 1994 – Oh Lord, You’re beautiful (Senhor, Formoso És).

Este texto abaixo é uma tradução da fala de Keith Green antes de executar a música, em uma das gravações ao vivo que fez. Esta gravação específica está registrada no disco “Oh Lord, You’re Beautiful – Songs of Worship”, lançado em 1998 pela Sparrow Records, gravadora que lançou os primeiros discos de Green antes de ele solicitar seu desligamento.

Segue o trecho:

“‘Na segunda-feira à noite desta semana, perto de meia-noite, eu escrevi uma carta para o Senhor. Eu não sabia onde era o correio, então eu a coloquei dentro da minha Bíblia. E eu pedi a Ele: “Bem, Você precisa fazer alguma coisa a respeito do meu coração. Você sabe, já se passou um bom tempo desde que eu Te conheci, e ele começou a endurecer, Você sabe, é algo meio que natural… Eu quero ter pele de bebê, senhor. Eu quero ter pele de bebê em meu coração. Ele começou a ficar velho, enrugado e cheio de calos. E não é por algo que eu esteja fazendo. E por causa de um monte de coisas que eu não estou fazendo’. E depois eu fiquei até duas da manhã acordado compondo esta canção.”

A seguir, segue a letra completa de Oh Lord, You’re beautiful. Ela contém duas estrofes a mais do que a versão gravada no disco So You Wanna go Back to Egypt, de 1980. Além disso, o refrão,(que nunca foi traduzido para o Português) traz algumas diferenças da versão final.

Oh Lord, You’re beautiful
Your face is all I seek
For when Your eyes are on this child
Your love abounds to me

Oh Lord, my body’s tired
But You keep reminding me
Of many holy tireless men
Who spilt their blood for thee

I wanna take your word and shine it all round
But just help me first to live it, Lord
And if I’m doing well, help me to never make a sound
Except to give all the Glory to You

Oh Lord, my faith is small
And I need a touch from You
Your book of books lies undisturbed
And the prayers from me, too few

Oh Lord, please light the Fire
That once burned bright and clear
Replace the lamp of my First Love
That’s filled with Holy fear

Tradução

Ó Senhor, Tu és lindo
Tua face é tudo o que eu busco
Pois quando Teus olhos estão sobre este filho
Teu amor é abundante para mim

Ó Senhor, meu corpo está cansado
Mas Tu continuas e me lembrar
De tantos santos e incansáveis homens
Que derramaram seu sangue por Ti

Quero levar Tua palavra e fazê-la brilhar por todo lugar
Mas primeiro, apenas me ajude a vivê-la
E quando eu estiver indo bem, ajuda-me a nunca emitir um som
A não ser que seja para dar toda Glória a Ti

Ó Senhor, minha fé é pequena
E eu preciso de um toque vindo de Ti
Teu Livro dos livros está lá, intocado
E minhas orações são muito poucas

Ó Senhor, por favor acenda a chama
Que uma vez brilhou forte e clara
Troca a lamparina do meu primeiro amor
Que queima com Santo temor

A menção à carta que ele escreveu a Deus nos permite uma pequena amostra da vida de devoção que Green levava (e isso é confirmado por sua esposa, Melody, e alguns de seus amigos em livros, entrevistas e documentários). Alguém que deseja que seu coração seja feito como novo, sem os calos que a vida trás, deseja muito mais que intimidade com Deus: deseja amor renovado pelo próximo. Ou seja: viver o primeiro e segundo maiores mandamentos.

Minha intenção é mais uma vez trazer à lembrança que um dia nós tivemos homens que viveram de forma irrestrita a vontade de Deus. Que entenderam que a mensagem da Cruz é tão cara que ninguém pode pagar por ela. E homens que estavam em paz em viver com aquilo que Deus provia, e não muito acima daquilo que é necessário para cada dia. Homens que não queriam ser venerados, mas que queriam fazer a Glória de Cristo resplandecer. Ainda há homens assim. Deus reserva para Si o remanescente fiel. A Ele toda Honra!

Abraço,

Mano

Lançamento – Voz Como o Som de Muitas Águas

Eis aqui o novo disco. Estou muito feliz em compartilhar estas canções com todos vocês, e espero que Deus as use para abençoar Sua Igreja. Como você já sabe, estas músicas foram gravadas em casa, e não em um estúdio. Na medida do possível, tentei dar o meu melhor tanto na execução das músicas quanto na produção, mas sei que há aqueles que não irão gostar – e está tudo bem. 🙂

Clique na arte abaixo para fazer o download.

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Como você lerá no encarte online, este disco é dedicado à memória de minha avó Cléia Borges Mano, que faleceu enquanto eu grava este disco. Aquilo que quero transmitir com este disco é que nosso Deus é soberano, e é Senhor da vida e da morte – e tudo coopera para o bem dos que O amam.

No vídeo abaixo eu falo mais um pouco sobre o disco e as músicas.

Lançamentos Gratuitos

Amigos, vocês sabem que eu falo a língua do “música cristã gratuita”, certo? Não acho que os músicos têm que abrir mão do sustento que nos é de direito (e por isso, no meu caso, vendo CDs, além de dá-los de graça na internet). Mas isso é outro papo. O que eu gostaria aqui é de divulgar o lançamento de dois discos de amigos e irmãos. Ambos os discos foram lançados oficialmente esta semana.

Pela ordem de lançamentos:

Rodrigo Motta, músico de São Paulo que agora vive aqui no Rio, lançou esta semana seu EP Livre. Não vou tentar rotular o som, apenas direi que gostei bastante. O Rodrigo é um cara simples e, embora eu não o tenha conhecido pessoalmente (ainda), teve a preocupação de lançar um trabalho bonito. Eis aí uns links para facilitar a sua vida:

Rodrigo no Facebook
Site do Rodrigo

Clique na capa do disco para chegar na página de Download (ele pede uma postagem no Facebook em troca do download. Acho muito válido, é fácil e rapidinho).

Capa_baixa

Trinidad é uma banda de Brasília formada por alguns amigos. E eu confesso que há tempos que eu queria ouvir este EP, então foi com muita alegria que recebi o link do Guilherme, vocalista e violonista da banda. Eu gostei bastante da gravação e do resultado bonito do EP. Também não vou rotular o som, e espero que este disco encontre lugar no player dos leitores. Eis aí os links:

Trinidad no Facebook

Clique na capa para baixar o disco (a banda utilizou uma ferramenta que eu já uso, e devo focar mais nela: o bandcamp. Para baixar, no lugar onde está escrito Buy Now você clica, e uma caixa irá abrir. Digite 0 no valor e vc será levado ao download – daí tem que clicar na palavra Download, depois – você vai entender. Embora seja gratuito o download, nada impede que você dê uns trocados – via cartão de crédito – para a banda).

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O que mais importa:

Tanto o Rodrigo quanto a Trinidad são cristãos. Ambos os trabalhos falam explicitamente de Deus, mesmo que utilizando abordagens diferentes. Ambos os trabalhos, creio, exaltam a Cristo. Vejo ambos os discos como excelentes obras a serem acrescentadas na história da música Cristã brasileira, e espero que Deus use ambos os trabalhos para que Seu Reino avance da forma como Ele mesmo quer.

Que Deus os abençoe!

Mano

Page CXVI – Lent to Maundy Thursday

Lent To Maundy Thursday Cover

O Page CXVI é uma banda que eu e minha esposa gostamos muito. Seu propósito de existência é reescrever hinos, dando a velhas letras novas melodias. Seu trabalho é fantástico.

Eles lançam hoje um novo item de sua discografia, o disco Lent to Maundy Thusrday – algo como Da Quaresma à Quinta-feira da Ceia, datas estas do calendário litúrgico da Igreja Católica e também utilizadas por diversas denominações protestantes. Neste ano, a banda se propôs a preparar músicas para o calendário litúrgico cristão. A banda, para não deixar dúvidas, é protestante.

Eu sei que eu geralmente indico bandas que disponibilizam seu material de forma gratuita, e o Page CXVI já fez isso, Coisa de um ano atrás eles disponibilizaram mais de 10 discos para download gratuito, e mesmo que este novo trabalho não estaja disponibilizado para download, o streaming está liberado, e você pode ouvi-lo na janela abaixo.

Assista também a um preview de como foi a gravação do disco:

Que Deus o abençoe. E caso queira adquirir o disco, clique aqui

Confessando o Confessional

maxresdefault-1-copyAmanhã, dia 30 de janeiro de 2014 (escrevo a data assim, completa, para que, em alguns anos, quando alguém visitar este blog e ler a frase “amanhã é o lançamento do Confessional”, isso não soe absurdamente datado, e passe apenas como nota histórica) é o lançamento do Confessional, primeiro álbum do Diego Marins. Este não é um texto de review do disco, mas sim uma defesa da frase que escreverei a seguir: este é o disco cristão mais importante a ser lançado, ao menos este ano – e olha que eu mesmo devo soltar um ou dois projetos em 2014.

Você pode achar que estou exagerando, mas quero explicar minhas razões. Ei-las, as razões, em tópicos:

1 – Confessional é um disco bíblico. Todas as músicas estão carregadas de verdades bíblicas e todas, intencionalmente, exaltam a Cristo como Senhor soberano sobre nós. Todas, sem excessão. Até a faixa instrumental (eis aí um spoiler – teremos outro). A Bíblia comanda, em Salmos, que exaltemos a Deus com cânticos. Também comanda que o façamos com habilidade e alegria. Lemos isso tudo no Salmo 33, versos 1 a 3. Diego prova ser um rapaz fiel a Deus e a Sua Palavra, seguindo estes comandos.

2 – Confessional é um disco honesto. Não há como ser mais honesto quando você grava suas músicas no mesmo quarto onde você as compõe, e onde também dorme, estuda, ora, lê, descansa. Confessional foi concebido e produzido em um lugar de refúgio, e vemos como o relacionamento de Diego com Deus é algo verdadeiro e genuíno. Não há holofotes nem grandes efeitos de estúdio. Tudo o que ouvimos é obra da criatividade e trabalho árduo (sim, pois o disco demorou mais de um ano para ficar pronto) de Diego, que no final do caminho contou com a habilidosa ajuda (e mais: benção) de Max Folgado, que lapidou a obra e deu o trato que ela merece.

3 – Confessional é um disco atual e atemporal. Ambas estas distinções não são auto-excludentes. Ele é atual pois usa elementos de nossa época para que a mensagem seja transmitida: os ruídos, os pads de teclado, os loops (que de tão orgânicos, não dá pra dizer que são loops), as referências musicais. Tudo diz respeito a este momento em que vivemos. Mas ao mesmo tempo, sinto em meu coração que ele não é datado: o disco terá vida longa. O Folk que inspira Diego, mesmo sendo feito por artistas modernos, bebe da mesma fonte que inspirou os Vencedores por Cristo a gravarem, em 1977, a canção Sinceramente. A releitura de Como a Corça (mais um spoiler), escrita em 1981 por Martin Nystrom, torna a canção como nova para aqueles já acostumados com este velho cântico, e faz uma justa homenagem a uma época em que o louvor e adoração eram de fato para a honra e glória de Cristo, e não para a honra e glória dos cantores. Confessional será ouvido por muitos e muitos anos.

4 – Confessional é um disco bonito. E por bonito eu quero, na verdade, dizer lindo. Faz muito tempo que não me emociono ao ouvir músicas que de fato honram a Cristo – espero que ao ouvir o disco, você tenha a mesma sensação que eu. Diego Marins criou uma obra de rara beleza, algo que não ouviríamos se saísse pela mesmice genérica das gravadoras.

Espero que você acredite que eu não escrevo isso apenas por ser amigo do Diego. Ele não sabe que eu estou, neste momento, na madrugada de uma quarta-feira, escrevendo este texto. Fiz isso pois, movido pela alegria de escutar o mesmo disco há três dias, e com o coração cheio de gratidão a Deus pela vida do Diego, eu precisava dizer aos meus amigos, e aos poucos que param por aqui neste espaço, que Confessional é um dos discos mais importantes que ouvi em um bom tempo. Comparo-o, em importância, ao irrevogável Canções à Meia Noite, do mestre Stênio Marcius. E espero em Deus que este seja o sentimento em seu coração após ouvir algumas vezes o disco, que será disponibilizado gratuitamente na internet amanhã.

É uma honra poder fazer parte da história do Diego, já que o disco será lançado pelo selo que eu, ele e o Rafael Porto estamos montando juntos. Mas Confessional já existia antes do selo existir. Confessional era certeza desde a eternidade, assim cremos. E por mais que eu não entenda as razões pelas quais nosso Deus, em Sua Santidade, permita que “artistas” cuspam no mercado discos que não apenas são contrários aos ensinamentos Bíblicos, como também desonram a Cristo e Seu Reino, louvo a Ele por Sua graça, manifestada na vida do Diego, e que diligentemente traduziu em canções seu amor por Jesus.

Termino com um recado pessoal ao Diego:

Cara, eu te amo. É uma honra ser teu irmão. Que o Senhor continue te abençoando, e que você seja sempre esta ferramenta pronta nas mãos do Mestre.

Em Cristo,

Duda

Ministérios Fracassados

Foi lançado hoje (na verdade, ontem) o documentário Ministérios Fracassados, pensado, dirigido, filmado, editado e lançado pelo Yago Martins. O cara colocou a mão na massa e, a exemplo do que eu fiz com o Guarda o Teu Coração, fez o trabalho todo sozinho. Bem, quase. Ele teve alguma ajuda.

A ideia do documentário é simples: mostrar que aquilo que aos olhos dos homens pode parecer um grande fracasso (no caso, o ministério de quatro pessoas, o meu incluido), não necessariamente o é aos olhos de Deus. E o que Yago montou é inspirador. Já temos ouvido de testemunhos, pessoas agradecidas pelo trabalho realizado.

Sinto-me parte do processo, como um dos entrevistados. Muita gente participa dando insights sobre o que seria um ministério fracassado (e vocês verão quem são ao assistir o vídeo), mas o foco do documentário está em quatro ministérios: um músico (eu), um editor (Filipe Leitão, da editora Tempo de Colheita), um pastor (João Victor) e um missionário (Bruno Lima, da Missão GAP) que tentam perceber como as dificuldades do ministério não impedem de seguir em frente e muito menos de perceber que Deus tem guiado e ajudado no caminho.

Yago você é o cara. Deus te abençoe sempre.

Mas deixemos de papo. Assiste aí.

Mumford & Sons e a arte de adorar sem "adorar"

Os ortodoxos ficarão de cabelos em pé. Mas vamos lá.

Mumford & Sons se tornou minha banda favorita, junto ao Fleet Foxes, há uns dois anos atrás, com o lançamento do disco Sigh no More. Foi amor à primeira vista. Após dois anos (e mais de um ano de produção), eles lançarão, no dia 24 de setembro, seu mais novo disco, Babel. E aqui eu vou dizer algo que vai deixar alguns amigos meio #chateados comigo.

Este é um dos melhores discos do ano, e um dos melhores discos cristãos do ano.

Marcus Mumford, para quem não sabe, é filho dos líderes nacionais para o Reino Unido e Irlanda da igreja Vineyard. Cresceu, portanto, em um lar cristão. Isto fica óbvio em suas letras, que em alguns casos, não deixam dúvidas se estão sendo cantadas para Deus ou para a namorada (ao contrário de alguns cânticos made in Brasil). Alguns exemplos de letras que deixam isto claro estão nas músicas “Awake my Soul”, do primeiro disco, Sigh no More (onde lemos “awake my soul, for you were made to meet your Maker” / “desperta, ó minh’alma, pois você foi feita para encontrar teu Criador”) e Whispers in the dark (onde ele canta, “sou um canalha, mas não sou perfeito / propus-me a servir ao Senhor), Below my Feet (“eu estava parado, estava sob seu feitiço quando Jesus me disse que tudo estava bem, então tudo deve estar bem) e outras… há muitas referências, tanto diretas quanto indiretas.

Mas há uma música que me chamou a atenção. “I Will Wait”, Eu Esperarei, em português.

A letra em inglês você encontra neste link, e abaixo vou colocar a minha tradução interpretada da mesma. Não creio que esteja errada.

Eu Esperarei

E eu cheguei ao Lar, e pesado como uma pedra, cai em Teus braços. Estes dias de deserto pelos quais passamos serão levados por este novo sol.

Eu me ajoelharei, esperando este momento. Eu me ajoelharei, e saberei onde estou firmado.

E eu esperarei, eu esperarei por Ti. E eu esperarei, eu esperarei por Ti.

Então mude meus passos e tenha compaixão de mim; Você me perdoou, e eu não esquecerei disto. Sabes o que vimos,
e com muito menos, de alguma forma, tiras todo o excesso.

E eu esperarei, eu esperarei por Ti. E eu esperarei, eu esperarei por Ti.

Então eu serei firme, e também forte, E usarei minha cabeça junto ao meu coração. Então toma a minha carne, e dá-me novos olhos, mantenha minha mente cativa e livre de mentiras.

Eu me ajoelharei, esperando este momento. Eu me ajoelharei, e saberei onde estou firmado.

Ergo minhas mãos, pinte meu espírito de ouro. Eu curvo minha cabeça, mantenha meu coração desacelerado.

Pois eu esperarei, eu esperarei por Ti. E eu esperarei, eu esperarei por Ti.

 

Traduzir uma canção é algo ingrato. Mas às vezes somos impactados por um senso de grandeza e profundidade que excede aquilo que consideramos comum e ordinário, e o próprio Deus vem e fala conosco. Muitas vezes ele fala na brisa suave da tarde, mas às vezes, sim, ele usa Tempestades. Esta música soou como uma tempestade para mim.

Quem me conhece sabe que não sou destes que procura espiritualidade em tudo, desde filmes a músicas do U2 e Coldplay, mas às vezes, o Espírito nos testifica que há algo para além de nossos olhos em algumas coisas, e isto é para a glorificação de Cristo, e não para a vaidade humana. E isto é adoração. Mas no caso do Mumford & Sons, é adoração sem ser adoração, ou o que a mídia fez dela.

“Tu me perdoaste, e eu não esquecerei.” De fato Cristo, não esquecerei e nem desdenharei do que fizeste por mim.

SDG.

Eduardo