Artistas Independentes – um bate papo

Outro dia eu li que um artista independente conseguiria “viver” de sua arte se tivesse uma base de 10.000 fãs, ouvintes, aficionados… 10.000 pessoas que estariam ansiosas por ouvir aquilo que você produz.

É claro que o texto foi escrito por um americano, ex-membro de uma banda relativamente famosa e que hoje circula os EUA com um trabalho solo. Ele, ao partir para sua carreira solo, automaticamente trouxe consigo um pequeno exército de fãs, gente que apreciava sua banda anterior.

Mas vamos trazer isso para nossa realidade brazuca.

No Brasil, nosso mercado é comandando por duas ou três gravadoras, e no Rio a situação é ainda mais sintomática, já que todas essas gravadoras têm atuação muito forte aqui. Isso quer dizer que nós, artistas independentes, precisamos vencer a principal das barreiras: o preconceito que as pessoas têm do que é novo, diferente, e muitas vezes, sem selos.

Uma das saídas desse beco seria a união. Se uns aos outros nos apoiássemos, indicando, vendendo uns o produto dos outros em cultos e apresentações, sem se preocupar se isso faria com que seu material vendesse menos, talvez pudéssemos alcançar mais pessoas. Outra possibilidade seria a luta armada, mas aí a coisa seria menos romântica.

Mas como todos sabemos, eu não sou detentor de nenhuma resposta, e sei que tem gente bem mais capaz de oferecer dicas do que eu. Gostaria de ouvir a sua opinião, sério mesmo. Seja você um artista ou não, e independente de qual arte você faça (música*, literatura, fotografia, artes plásticas…)

Vamos, dêem seus pitacos. Espero que seja interessante.

* Não vou fazer distinção entre tudo aquilo que a música cristão possa representar. Portanto, se você toca MPB, jazz, rock, hardcore, adoração, adoração extravagante, e todas as expressões musicas que temos em mãos, por favor, participe.

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25 thoughts on “Artistas Independentes – um bate papo

  1. Realmente a situação é complicada cara,mais ainda no para o cara que toca musica cristã,normalmente a maioria dos cristãos tem pouco interesse de descobrir coisas novas,acho sinceramente que sua ideia é otima,acho q os sites sobre musica alternativa cristã deveriam tambem ser mais ativos nas igrejas e outros meios de comunicação que atinjam cristãos,sei la cara criar uma especie Cornerstone brasuca,sei que é dificil,mas esses festivais começaram do zero.

  2. fala mano, esse site que tu colocou o cd para download é free? O fileqube? To querendo um para colocar músicas minhas no meu blog para download…eu coloquei uma lá do rapidshare, mas só podem 10 download…se der me dá um toque!Abraço!

  3. Frederico, muito obrigado pela visita e pelo comentário. Os cristãos geralmente têm receio ao que é novo, tanto na literatura quanto na música. É uma pena, pois fica restritos ao mesmo de sempre. A idéia do cornerstone brasuca é boa, seria bem interessante. Quem sabe não conseguimos tocar isso pra frete? Você tem banda? Qualquer coisa me adiciona no msn: edumano2@hotmail.comAndré, fico muito feliz com suas cada vez mais constantes participações por aqui. Não sei se vc viu, mas já te linquei aí ao lado. O Fileqube é gratuito, eles têm um problema de permissões de download, mas nada grave, nunca tive problemas. O serviço é bom e garantido. Ah, não esqueça de me avisar quando colocar o material pra donwload, com certeza terá divulgação aqui.Espalhem o link amigos, vamos colocar essa conversa para frente.abraços!

  4. olá eduardo!bom, com certeza vc não vai lembrar de mim… mas eu vou na ITA a bastante tempo (congrego na Comunidade Evangélica Jesus Vive) e já ouvir falar muito (bem, por sinal…rs) de vc, além de ter te visto lá algumas vezes.Bom, eu também tenho banda (estamos começando agora…) e estou finalizando a gravação do nosso primeiro EP. Assim como o trabalho ed vcs, o nosso vai estar disponibilizado na internet, exatamente pelo fato de que é muito difícil conseguir um espaço nesse meio. Obviamente, nós ainda nao temos um público definido, porque ainda não começamos de fato. Mas mesmo para bandas com mais estrada, realmente é muito difícil sobreviver. Até porque, mesmo que se consiga a façanha de entrar no “esquema” das gravadoras, isso pode significar a extinção da autenticidade da banda, tendo em vista a adequação comercial que se faz(principalmente pelas tais dominadoras do mercado brasileiro).Então, ficamos com um dilema: Suar muito mais para tentar alcançar alguma projeção ou entrar no jogo “comercial” dos selos?É uma questão a se pensar… Mas, de fato, a sua proposta é, na minha opinião, a mais coerente: a união (afinal, ela não faz só açúcar ne??)

  5. Bixo ainda sou meio grilado com essa coisa de música grátis na Net, em troca de divulgação. A Trama fez isso aqui em SP, e continuo não conhecendo o Casting de artistas deles. Mas de forma simples, encontrei minha maneira de divulgar meus amigos, que é cantando suas canções. E sempre que tenho oportunidade faço!Abraço EllyAguiar

  6. Diego, a resposta é tardia, mas o contato já foi feito. Entrando o ano, vamos nos reunir. Certamente Deus vai nos dar alguma idéia boa.Elly, cara é sempre uma honra ter você por aqui. Muitos artistas ainda têm uma pulga atrás da orelha com o lance da distribuição pela internet. A própria Trama Virtual eu nem sei como funciona. Mas é aquilo: no meu caso, dando o material de graça pela internet, as coisas têm ido bem: Oficialmente, já tivemos mais de 850 downloads, fora os extra-oficiais. Nesse sentido, tem coisa acontecendo que nem imaginava: o EP tá rodando digitalmente em estados brasileiros onde não teríamos acesso, além de ter gente em Portugal e na Espanha ouvindo o material.Não sei como equalizar a questão, mas a idéia desse espaço é justamente que troquemos idéias.A sua forma de ajuda é excelente: divulgar a música tocando-a. Sou muito grato por vc ter tocado minha música na sua igreja, e sei que tem feito isso com músicas de outros artistas. Certamente essa é uma maneira válida de ajudar. Taí mais uma idéia.abraços!!

  7. Como pude ver, vários aqui tem suas bandas e talz… não é diferente comigo. EU tenho um pensamento. Para que haja uma revolução é necessário que a força e o pensamento seja único. Se o propósito é popularizarmos a idéia das bandas independentes, estou dentro com a minha banda, e disposto a fazer a idéia acontecer… e se rolar alguma coisa por aí, Mano, entra em contato que estamos dispostos a ajudar e sermos ajudados tb!!! E Deus abençõe os trabalhos independentes!!! hehehe

  8. Não tenho banda no momento, mas estamos trabalhando nossas músicas e esperando o pessoal certo.Todo mundo gosta de indicar o som que está curtindo, imaginem então se você conhece o artista, indica ainda mais. Acho que a idéia é ter relacionamento, e sempre apresentar o trabalho nas oportunidades que tiver.Quando você faz esse vínculo com as pessoas, elas ficam próximas a você. Quanto mais amigos melhor, é preciso transformar esses contatos em comunicação, e seu trabalho vai pra frente.

  9. Matheus e Reinam, a grande idéia por trás disso é realmente termos apenas um só pensamento, vocês estão certos. A questão é que muitas vezes pensamos apenas no nosso próprio bem, e não na coletividade.Creio que quando deixamos de lado alguns de nossos próprios interesses, abrimos uma porta muito preciosa. Afinal, se tem 10 pessoas que curtem o meu som e são minhas amigas e estão dispostas a levar meu trabalho por onde elas forem, o poder de disseminação da arte é potencializado.Quais passos devemos tomar agora?

  10. Olá! Sou nova aqui, mas vou entrar de pé e cabeça no bate-papo! hehehe!:)Nossa, esse assunto é realmente complicado, né. Dá um nó na cabeça só de pensar que músicos independentes, extremamente bons, não tem vez por contra do preconceito que há do novo, do desconhecido. Acho que não sobra muita alternativa a não ser o bom e fiel boca-a-boca. Do tipo: Ô, vizinho… Não é que eles são bons mesmo? hehehe!

  11. Não sou músico, mas desde sempre consumidor de música.Tenho 34 anos e destes, pelo menos, 20 anos ouvindo musica independente.Esta discussão sempre existiu no meio independente, seja secular ou cristão.Eu, como ouvinte de bandas independentes, sempre procurei nelas algo novo, sem as mesmices das (antigas) grandes gravadoras que transformavam música em produto.No meio cristão temos ainda mais este senso de ojeriza da novidade, como se tudo que fosse novo tivese cheiro de heresia, sendo que as maiores heresias estão justamente no “mercadão”.A idéia de união é boa, mas não consigo acreditar nela. Em diversas tentativas o vil metal falou mais alto…Diante disto acredito na sinceridade de ser artista, de comunicar, de ser integro no que quer passar. Pelo menos comigo, este é o termômetro na hora de comprar algum disco de cantores e bandas independentes…Como diria a “poeta” Pitty, “o importante é ser você, mesmo que seja bizarro!” rssssssNunca pensei que citaria a “filósofa” soteropolitana! hahahaNão sei se ajudei muito, mas fica a minha opinião.

  12. Menina do QuatroporQuatro (creio que seu nome é Beth, correto?), você está corretíssima. Muitas vezes as pessoas querem consumir aquilo que já vem com um selo. O selo pode ser desde uma gravadora até o tempo de “vida” desse artista. Quer um exmplo? Será que o Little Joy faria tanto sucesso se não tivesse o selo Los Hermanos / Strokes? Quero dizer… eu curti o som dos caras. Mas talvez, sem os selos, o acesso a eles seria MUITO mais restrito… e as pessoas deixariam de ouvir algo genial (ok, nem tanto…) simplesmente pela falta de selos.

    O boca-a-boca é muito bom. Contar com os amigos é muito bom também. Mas a organização ajuda…ainda creio que se um artista arriscasse vender menos por levar junto a si material de outras bandas amigas, todos sairiam ganhando. A frase ficou compreensível?

    Sandro, em primeiro lugar, bem vindo à discussão!

    Eu entendo o seu ponto de vista, e entendo sua descrença. Infelizmente o dinheiro fala mais alto em muitas situações.

    Você usou um termo que ninguém havia usado: ojeriza. É um termo fortíssimo, porém, exato.

    Eu não sou tão descrente em relação a uma possível união. Claro que isso não vai (nem poderia) tomar proporções astronômicas, e isso justamente afetaria a noção de movimento de raiz. Enfim… a coisa é um bocado complicada, acho, e demanda uma certa “queimação de mufa”.

    Tem coisa boa acontecendo esse ano. Tudo será notificado e publicado aqui no blog.

    Por favor, mais participações. Divulguem esse espaço!

  13. Pingback: Novidade |

  14. Cara que bom saber que existe um espaço como este para música cristã alternativa, isso faz muita falta entre nós cristão. mas ai eu so afavor de um Cornerstone brasuca isso seria de bom grado até mesmo para o reino do nosso Pai Querido o nosso povo precisa de algo pra fazer, eu creio que já passou o tempo de todos nós ficarmos tracando dentro das 4 paredes. por enquanto é só um grande abraço…

  15. Muito boa a discursão. Aqui em Goiânia, pensamos em criar um selo com bandas cristão, assim nos unimos na divulgação e nos eventos locais. O segredo é interação!
    Trabalhei com um selo de mpb alguns anos atrás e tínhamos um cast de 10 artistas de chamada “nova mpb” e influências. Foi bacana e bem valorizado os eventos, sempre com apoio de jornais e rádios daqui, inclusive um programa de tv local.
    Penso que ao criarmos um selo, a difusão da música é mais forte pois vai de encontro com várias tribos, daí a cena é criada!

    Forte abraço a todos!

  16. Pingback: Um mui-digno RP |

  17. Cara, a questão dos problemas da música cristã alternativa no Brasil são bem parecidos com questões como a falta de ajuda missionária das igrejas, ninguém dá o devido valor a isso, porque são coisas que quebram algumas barreiras.
    O que acontece é que as pessoas não questionam a qualidade das músicas de gravadora e enquanto isso não acontecer, não vai haver uma mudança na estrutura por parte dessa mesma gravadora, então é ai que a música alternativa tem que lutar para mostrar às pessoas que também tem algo ai para se valorizar.
    Realmente, a ideia de começar um evento que reuna somente bandas independentes é difícil, porém, seria como uma nova oportunidade tanto para as bandas que começaram esse evento, como para as outras bandas que iriam querer participar, isso sem contar com o que as pessoas iriam achar. Essas coisas tem sacrificios, inclusive o financeiro, mas quando bem produzido, vale a pena.

  18. Eduardo,meu Mano em Cristo,o mais dificil voce ja fez que foi botar a boca no trombone(digo botar as musicas na net),agora e trabalhar e esperar pelo frutos disso tudo,seu site e maneiro,suas musicas uma bencao para mim.forca brother
    Roberto

  19. é cara vc tá certissimos!! mais uma vez  nós ficamos de fora na Virada Cultural!! só vejo gente de nome conhecido contrados por grandes gravadoras! O rio de Janeiro tá uma vergonha pq realmente quem manda são essas tres gravadoras.Agora temos que nos unir mesmo de verdade! senão meu amigo vamos ficar sempre pra trás.

  20. Olá sou Dimas da DDC Marketing & Eventos Oferecemos serviços de duplicação e prensagem de CDs e DVDs processo industrial em policromia Capa Cartão ou Box acrilico pacote promocional para artistas independentes de todo o Brasil. solicite um orçamento sem compromisso pelos emails: contato@ddcmarketingeventos.com.brdd.com.marketing@gmail.comwww.ddcmeventos.webnode.com
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