Sabia que o disco novo tem encarte?

Os tempos são outros. Quando eu era novo e comprava LPs (antes, muito antes do recente revival que o vinil experimentou), o grande barato (gíria de velho) era colocar o disco para tocar e acompanhar as letras no encarte, grandão, que acompanhava o disco. Anos depois, com o CD, o impacto não era o mesmo mas o ritual seguia: CD no player e encarte (pequenininho) na mão.

Mas hoje temos o Spotify, Deezer, Apple Music e outros. Como ficamos nós, os da velha guarda?

O Ergo Meus Olhos é o primeiro disco que lanço sem mídia física. Gostaria de dizer “por enquanto”, mas creio que esta decisão será definitiva. Só que, paradoxalmente, este foi o disco no qual mais trabalhei para ter um encarte digno. Acontece que, como poucos baixaram o MP3 do disco (que está aqui), quase ninguém sabe deste encarte. Por isso, usei a tal da tecnologia e fiz o upload do arquivo no issuu. Segue o livreto aí em baixo. E dá pra baixar – aviso para os que queiram.

Espero que gostem!

Eduardo Mano

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Lançamento – Ergo Meus Olhos

Bem amigos… eis que chegou o dia. Hoje é o lançamento do meu novo disco, Ergo Meus Olhos. .

Vocês já sabem o roteiro. Tem download grátis do disco? Tem. Está nas plataformas de streaming? Está*. Tem encarte maneiro com letras, fotos e textos? Claro! Tem hino? Sim! Eu canto com minha esposa? Óbvio!

https://open.spotify.com/embed/album/77D4XKUfKGxpOWqjR05KSr

Algumas palavras são necessárias.

Este é meu disco mais “estranho”. Tenha isso em mente. O disco é um lançamento da FlorCaveira, com produção do Tiago Cavaco e com um trabalho lindo de mixagem e masterização do Max Folgado. Mano, Cavaco e Folgado. Se esse não for o disco com o maior número de sobrenomes diferentes já lançado no mundo, por favor, me digam qual é. Mas voltando à estranheza.

Ninguém espera de mim uma mega-produção fonográfica. Mas neste disco, os padrões de gravação são da FlorCaveira. Tudo foi gravado ao vivo (eu toquei e cantei ao mesmo tempo). Não fizemos overdubs (ou seja, não regravamos nada) e as faixas têm suas determinadas sujeiras.

As letras talvez sejam as mais congregacionais que já lancei. Fico feliz em escrever isto.

Como sempre, minha oração é que estas faixas sirva para a glória de Cristo e para o crescimento espiritual do povo de Deus. Se Deus permitir assim, está ótimo.

Se você gostar, compartilhe.

Um abraço, e que nosso Deus seja glorificado.

Eduardo Mano

Distrações e o trabalho para a Glória de Deus (ou Como o FIFA Mobile roubou meu tempo)

Recentemente comecei a refletir sobre aquilo que consideramos como “tempo livre”. Quando você é pai, tempo livre se torna um conceito bem abstrato. Minha esposa que o diga. Encontrar algum momento onde possamos distrair nossa mente daquilo que tentamos equilibra ao longo do dia parece algo inimaginável. Tempo livre, muitas vezes, é o que chamamos os poucos minutos que temos desde o momento em que nossa filha dorme até o momento em que nós vamos dormir.

Além disso, como designer autônomo, após passar o dia no trabalho muitas vezes chego em casa para o 2º tempo: projetos de clientes particulares ou pequenos freelances que preciso entregar. Eu não deveria dar muito espaço às distrações, mas infelizmente elas roubam minha atenção mais do que deveriam.

Uma das minhas distrações prediletas é o futebol. Além de acompanhar o time pelo qual eu torço, acompanho os campeonatos internacionais e o mercado de jogadores. Creio que esta até seja uma distração saudável, não gasto muito tempo com isso além de assistir às partidas televisionadas e ler alguns artigos. Mas há algo relacionado a este universo que realmente rouba meu tempo. Jogos de futebol.

Não tenho nenhum video-game. O último console que tive foi o Playstation 2, comprado usado por R$150,00 com 30 jogos e vendido pelos mesmos R$150,00 alguns meses depois. Isso em 2012. Mas a franquia FIFA Soccer sempre foi minha favorita, e tive as versões mobile desde o primeiro lançamento para Android, o FIFA 13. De lá para cá foram horas e horas gastas no jogo. Mas a coisa piorou no ano passado.

8 dias após o nascimento da minha filha, foi lançada a última versão do jogo, o FIFA Mobile. É um jogo realmente viciante. Além da aquisição de jogadores para montar o time dos sonhos, há ainda a disputa por pontos e prêmios que te obrigam a gastar tempo no jogo diariamente. E era o que eu estava fazendo. O jogo roubou meu rendimento no trabalho em casa, roubou horas de sono, roubou até meu tempo com Deus. Passava mais tempo jogando do que lendo a Bíblia nestes últimos meses. Fazia intervalos à noite, enquanto trabalhava, para jogar “apenas uma ou duas partidas”, e perdia 30, 40 minutos no jogo. Tempo que não volta, leituras que não voltam, sono que não volta.

Há alguns dias entendi que esta distração estava me impedindo de viver e trabalhar para a Glória de Deus plenamente. O jogo em si não é mal – futebol não é mal! Mas a forma como este aplicativo consumia meu tempo, isso era mal. Tornou-se um vício. Decidi apagar o aplicativo para ter menos distrações e mais tempo produtivo com aquilo que importa. Compor, tempo devocional, escrever, trabalhar com mais foco, dormir um pouco mais. Mesmo que o jogo nunca tenha roubado meu tempo com minha esposa e filha, ele roubava meu tempo com Deus, o que ainda mais grave. Se eu só posso ser um marido e pai correto através da entrega irrestrita da minha vida ao senhorio de Cristo, como posso negligenciar meu tempo com Ele?

Um texto que sempre me impactou é o Salmo 127. Tanto que escrevi uma música tendo ele como base. Mas passando da parte da edificação da casa, tem algo que é muito especial e que sempre teve um gosto agridoce para mim: o verso 2. “É inútil que madrugueis, que tarde repouseis, Que comais o pão de dores: Aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” Deus valoriza muito o descanso (o relato bíblico da criação nos ensina isso de forma estupenda) e o sono. Os Salmos 3, 4 e 127 deixam isso bem claro, mas o 127.2 é especial. E sinto que, ao estender meu dia e reduzir meu sono, estou perdendo algo muito grande, seja o descanso ou aquilo que Deus quiser dar.

Distrações não são necessariamente más. Mas somos responsáveis pela forma como as utilizamos, pelo tempo que empregamos em coisas fúteis. Assistir a um jogo do time que torcemos não é algo necessariamente ruim, mas não tenha dúvida: deixar de passar tempo com Deus para gastar com jogos, é. O mundo não entende isso, mas é. E nós, adultos, que cremos sermos senhores do nosso tempo, somos responsáveis pela forma como o gastamos. Deus é infinitamente melhor do que montar um time com Reus na ponta esquerda, Hazard no ataque e Di María na ponta direita.

Paternidade e Dependência

Escrevi o texto abaixo em 10 de novembro do ano passado. Sarah tinha 1 mês e uma semana e ainda tínhamos problemas com a hora de dormir. Achei o texto hoje e pensei em compartilhá-lo com vocês.

Escrevo este texto enquanto assisto (ou tento assistir) ao filme Gladiador. Devo ter visto este filme uma dezena de vezes, inclusive no cinema, à época do lançamento. Foi o filme que me apresentou ao ator Russell Crowe, de quem tornei-me apreciador. Mas não é esse o ponto.

Esta é a primeira vez que assisto a esse filme enquanto cuido de Sarah, enquanto ela dorme. Ou tenta dormir, o que já é alguma coisa. E ao assisti-lo desta vez, reparei em uma fala do personagem principal – Maximus – que havia passado em branco das outras vezes. A frase, em tradução livre do inglês, seria essa:

“Bendito Pai, guarda minha esposa e filho com uma espada pronta”.

Achei curioso. Desde que Sarah nasceu, há uma frase em minhas orações que tem sido uma constante: “Senhor, guarda a Eline e a Sarah. Confio em Ti para isso, pois não sou capaz. Me dê capacidade para isso”. Não é um mantra, embora não passe um dia sem que eu ore isso, dentre outras coisas. É um reconhecimento de inaptidão. Há coisas que eu não posso fazer. Preciso, PRECISO entregar todas elas nas mãos de Deus, que detém todo o poder neste universo.

Este é um tema recorrente para mim. Eu já havia escrito algo nessa linha quando compus Casa na Rocha. Mas viver o dia a dia de uma casa com uma criança tão nova, tão indefesa e tão dependente, me leva a perceber o quão incapaz eu sou de prover tudo aquilo que elas – Eline e Sarah – precisam. Não é apenas o teto, o alimento, a cama: é também o sustento e liderança espiritual, a centralidade das Escrituras, e a demonstração do amor de Deus.

E como tenho falhado em muitos destes aspectos…

A paternidade fez com que eu entendesse aspectos de nosso relacionamento com Deus que, de outra forma, não seria possível entender. Vermos uma criancinha que precisa que façamos tudo por ela: o alimento, a higiene, o cuidado, a proteção, o carinho, o colo… olhar isso e não lembrar de tudo aquilo que Deus faz por nós sem nem mesmo que nós percebamos, seria ingratidão, no mínimo.

Assim, reconhecendo que da mesma forma que minha esposa e filha precisam de mim (e eu delas), sigo na certeza de que necessito do Senhor: de Seu amor, misericórdia e graça, para que possa prover para a minha casa. E também preciso que o Senhor guarde minhas queridas de formas que eu não posso.

Que esta lembrança constante seja um impulso para que eu O busque cada vez mais. E que vocês, amigos, também O busquem: talvez não para serem melhores pais… mas talvez para serem melhores filhos, maridos, esposas, e assim por diante.

Seja Cristo exaltado para sempre. Ele a Glória.

Velhas Verdades em Castellano

No início de 2015 eu e Eline fomos ao Chile para conhecermos o campo daquele país e conhecer os irmãos da Iglesia Uno, que nos recebeu tão carinhosamente. um dos pontos altos desta ida ao país foi poder servir à Igreja chilena (especialmente a presbiteriana) através da música.

Contamos com a ajuda do amigo Jonathan Muñoz, pastor da Iglesia Uno, para traduzir duas canções: Tu és Deus e Como Ninguém me Conheces. As tocamos onde fomos e pela graça de Deus tivemos boas respostas a elas. Em uma das vezes, conseguimos gravar o áudio da execução da música, e disponibilizamos o MP3 para quem quiser baixar no bandcamp, e em streaming em serviços como o Spotify e o Deezer.

2 anos depois, descubro um vídeo de um irmão chileno tocando Como Ninguém me Conheces (Como Nadie me Conoces), e através desse vídeo, soube que a música foi tocada em um retiro de jovens cristãos. Os vídeos estão aí em baixo.

Tudo o que fazemos é para abençoar a Igreja de Cristo. E é bom saber que a Igreja de Cristo em outros países, e em outras línguas, pode se beneficiar de algo que Deus nos concedeu.

Glórias a Deus por isso. A Ele toda Honra.

Para frente é que se anda

Sou péssimo em manter frequência na escrita aqui neste espaço. Por mais que prometa, por mais que eu queira, não consigo. No ano passado todo foram apenas 5 postagens. Gostaria de me dedicar mais a escrever. Como tudo na vida necessita de prática, vamos ver se praticando a coisa anda.

Quando comecei este espaço, há 12 anos atrás, a ideia era registrar o processo de gravação de um  CD (que, à época, nunca aconteceu). basta ir nos arquivos deste logo para encontrar estas histórias. Foi o mesmo ano em que comecei a estudar teologia em um seminário batista aqui no Rio. 3 anos depois, iniciamos aquilo que viria a ser o Ministério Velhas Verdades, quando gravamos o Canções para Grupos Pequenos, em 2008.

Hoje, muita coisa já aconteceu. Eu e Eline nos casamos e hoje temos uma filha. Gravamos mais 4 trabalhos ao longo deste tempo, viajamos por muitos lugares e pudemos servir a igreja de Cristo no Brasil e em outros países. Embora não tenha terminado a formação em Teologia hoje voltei a estudar no Martin Bucer, fazendo o básico em teologia para desenferrujar e me preparar para, Deus queira, o mestrado.

Nada disso foi por nossa força ou mérito, mas sim pela graça de Deus. Os desafios que temos para 2017 / 2018 são grandes e queremos ser fiéis a Deus naquilo que Ele coloca à nossa frente. Este espaço não está acabado, e espero que seja mais dinâmico. Embora as limitações da plataforma me impeçam de fazer algumas coisas, manteremos este endereço como ponto de suporte de nosso ministério (junto ao Facebook e ao Instagram).

Ore pela gente. Vocês 3 que de vez em quando ainda passam por aqui.

Que Deus seja exaltado em tudo.

SDG

Eduardo Mano