Outono

outono

As estações do ano são fascinantes. Cada uma delas é distinta e cheia de surpresas. O calor do verão, o colorido da primavera, o frio do inverno e a transição marrom do outono.

Há um tempo comecei a imaginar a vida, nossa caminhada, como as estações do ano. As estações são cíclicas e estão de volta a cada ano… assim como as estações de nossa vida. Claro que os círculos não se iniciam novamente a cada ano – às vezes dura bem menos tempo, às vezes muito mais tempo –, mas certamente as estações, os sentimentos são recorrentes.

Assim também é a caminhada cristã. Tal como a imagem feita no poema Pegadas na Areia, nem sempre as coisas estão perfeitas. De fato, nossa caminhada de vida deve ser uma só, portanto aquilo que vivemos junto a Deus influencia nosso dia-a-dia, e vice-versa.

O outono, para mim, é uma estação crítica. O outono nos diz que as coisas ainda ficarão um pouco mais difíceis. O frio do outono é pior no inverno. A ausência de cores do outono é ainda mais evidente no inverno. A falta de ânimo do outono é ainda pior no inverno. Isso se aplica tanto à estação do ano quanto à nossa vida, metaforicamente.

No cristianismo vivido nos dias de hoje, parece que se nossa vida não é um constante verão ou uma constante primavera, então nosso encontro com Cristo ainda na aconteceu. Se o choro é nosso constante companheiro, estamos entregues a satanás.

Lendo o livro de Salmos vemos que Davi, bem como os outros salmistas, viveram momentos de profunda dúvida e angústia, mas encontravam em Deus sua razão para prosseguir. “Elevo meus olhos aos montes, de onde me vem o socorro?”, “Por que estás abatida, ó minh’alma?”, “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte não temerei mal algum, pois Tu estás comigo”. Dificuldades e inquietações parecem ser motivos recorrentes na vida de homens e mulheres que buscam por Deus. Essas frases, para mim, representam o outono da alma, o momento de incerteza.

Ao contrário das estações do ano, o outono da alma pode levar a uma primavera, a um verão… mas também pode levar a um inverno, o que significa que aquilo que era incerto, ficou ainda pior.

É nesse momento que entra a esperança em Cristo. Nossa obrigação como cristãos não é tornar as palavras e os atos de Jesus restritos, mas levá-los conosco, onde quer que estejamos, e como estivermos. Há cristãos cuja missão é levar esperança para os que ainda não conhecem a Palavra, e há cristãos cuja missão é levar esperança para aqueles que, conhecendo a Palavra, não encontram mais forças para nela firmarem suas vidas e vivem constantemente em meio ao outono da alma.

“O choro pode durar uma noite, mas pela manhã vem a alegria”.

Esperemos sempre em Deus.

Abraço,

Eduardo

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