O lado irônico da coisa

Então, mais um posto sobre toda essa coisa de se ter uma banda. Mais um. Prometo que não será o último.

Ter uma banda requer mais que vontade de tocar. Pelo que tenho visto, requer também uma boa dose de conhecimentos em diversas áreas. Logística, marketing, relações públicas, entre outras áreas. Além disso, requer um senso muito forte de propósito. Tem bandas cujo propósito é conseguir o maior número de mulheres possível (acredite, mesmo entre as cristãs há dessas). Há bandas cujo propósito é lucrar, ver um retorno financeiro. Há ainda outras cujo propósito é se divertir fazendo aquilo que gostam.

E há aquelas bandas que se preocupam com sua mensagem, muito mais do que se preocupam com suas roupas. Têm a preocupação de ser honestas. É claro que elas também precisam de sustento. É claro que elas também querem se divertir. E é claro que algumas delas (pelo menos membros delas) ainda procuram seu par ideal. Mas isso não é o principal.

Essas bandas querem tocar. Elas querem ser ouvidas. Elas querem interagir com quem as ouve, conversar sobre as idéias, fazer amizades, apoiar aqueles que têm um pensamento semelhante. Elas querem fazer parte de algo maior, e esse algo maior nem sempre é uma gravadora.

Eu quero ser, fazer esse tipo de banda. Quero que, no meu caso, meu compromisso seja com Deus e com Sua Igreja, independente do retorno que isso possa (ou, como às vezes está muito claro, não possa) trazer. Quero poder dormir tranquilo por não ter comprometido a mensagem, que no nosso caso é o Evangelho de Jesus Cristo.

Posso dizer de mim mesmo que, nesse caso, sou um homem feliz por ter não só excelentes músicos ao meu lado, tocando comigo, mas por eles terem valores semelhantes. E também por ter amigos em bandas excelentes, que sustentam os mesmíssimos valores. Isso é bom demais.

Se você está numa banda, ou quer montar uma banda, não se deixe levar por aquilo que o mercado julga ser sucesso, ou vendável. Não queira ser o próximo United. Seja você mesmo. Eu passei muito tempo querendo ser algo que não era, até que reparei que dar murro em ponta de faca não é a coisa mais legal do mundo. E vou lhes contar: estou muito feliz com o rumos que as coisas têm constantemente tomado.

É isso. Fica a dica.

Um abraço,

Eduardo

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One thought on “O lado irônico da coisa

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