Em São Paulo, 03

Bem, vamos à penúltima parte da aventura. Na verdade deve ser a última, mas enfim…

Voltemos à sexta-feira. O dia começou muito bem. Como vocês bem podem se lembrar, eu atualizei o blog de uma ln house no bairro de Santana, e depois rumei para a estação Sumaré do metrô, para encontrar com o Eber Helom e almoçar com ele. Almocinho bom esse, diga-se de passagem. Não tão bom, no entanto, foi o que veio a seguir.

Voltei do almoço com o Eber direto para a casa onde estávamos (eu e Eline) hospedados, do Jota e Ester Mossadihj, quando comecei a sentir um incômodo do lado direito do corpo. desnecessário é dizer que o incômodo não passou, e imaginei que se tratava de uma cólica renal (com base em experiências anteriores, claro). Após uma hora e meia de sofrimento silencioso (além de muito suor e dois banhos frios), decidi que a dor não iria passar rapidamente (como aconteceu das outras vezes) e perguntei para a sogra do Jota, que cuidava de seus filhos, se ela sabia onde ficava o hospital mais próximo. Acho que deixei ela em pânico.

Ligamos para o SAMU. Depois de 40 minutos, nada. Segunda ligação, e eles disseram que demoraria mais uns 40 minutos para chegar.

É importante dizer o seguinte: se você já teve uma cólica renal aguda, sabe que a vontade de pegar uma faca (dessas sem serra, de passar manteiga no pão) e cortar seu rim fora não é algo totalmente descartável.

Ester chegou e com isso fomos de táxi ao hospital. Pedi que ele fosse o mais rápido possível, e ele atendeu, sem pestanejar. O atendimento no Hospital São Paulo foi excelente. Mas tiveram alguns momentos bem interessantes, par mim. O primeiro deles é que, por ter familiares e amigos em SP, TODOS ficaram sabendo o que estava acontecendo, e TODOS queriam ajudar de alguma forma. Meu tipo é pastor em uma igreja na Mooca, mas estava fora da cidade. Então ele pediu que seu pastor auxiliar fosse em meu auxílio (piada pronta imperdível). O Pr. Oswaldo Duduch ficou lá conosco (a essa hora Eline já tinha chegado no hospital) até irmos embora.

Outra coisa foi que, assim que chegamos, após fazer a triagem, eu precisei ir … bem… vomitar. E acabei fazendo isso na entrada do hospital. Um homem se levantou até mim e disse que falaria com uma enfermeira para que me atendessem logo, pois viu que eu estava mal. Ele disse que estava passando mal, mas que naquele momento, ele estava um pouco melhor que eu e que poderia ser atendido depois. Não atenderam o pedido dele. Ele estava lá para seu tratamento contra a AIDS.

Foram horas de muitos contrastes. No início, eu estava orando, prometendo a Deus que faria o que Ele pedisse caso Ele fizesse a dor passar. E depois de tanto tempo, às 22h, quando sai do hospital, é que pude contemplar a Graça e Misericórdia de Deus traves do amor das pessoas próximas.

Enfim, dormi mal, mas sem dor. Acordamos no sábado e fomos, eu e Eline, para a rua 25 de março.

Ela conheceu o submundo.

De lá fomos encontrar com minhas primas Uma se mudou para SP há uma semana, e outra estava de passagem. Passeamos com eles e depois fomos jantar. No restaurante, encontramos com o Ariovaldo Ramos. Surprise, surprise.

Voltamos para a casa de nossos hospedeiros e dormimos. O dia seguinte era domingo, e muita coisa aconteceria… e aconteceu, de fato. Mas, para alterar minha previsão anterior, o último post da série vem amanhã.

Um abraço!

Eduardo

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