Irônico

Essa foto não tem absolutamente nada a ver com o post. Não ilustra rigorosamente nada. Quem tirou foi o Léo, e eu tratei.

Não é muita ironia o fato de que a música “gospel” massificada no Brasil é, à primeira vista, teologicamente rasa e, em muitos casos, herética e profana?

Estou acordado a essa hora da manhã porque estou fazendo um bolo. E nessa de esperar o bendito assar (já está assando há uma hora e dez minutos, e a embalagem diz para ficar entre 40 e 50 minutos… mas o diacho do bolo ainda tá cru, vai entender…), estava vendo os canais de TV e acabei chegando num canal evangélico. O rapaz que estava cantando no clipe, muito bem maquiado, tocando piano na praia, cantava que:

“Em noites escuras, Eu estava lá
Já senti a dor do que é perder um filho
Já senti a dor do que é ser traído
Já senti a dor do que é sofrer sozinho
Fiz tudo por você
Faria de novo por você”

Vá lá… eu consigo entender a vontade do homem em ouvir Deus dizendo isso, pois seria confortador. Mas as coisas não funcionam assim.

Há quase um ano e meio eu escrevi sobre isso. Escrevi especificamente sobre isso. Como o texto original é muito longo (tipo… 6 páginas no Word), vou colocar aqui apenas a parte que fala diretamente ao trecho da música acima:

Sabemos que o amor de Deus por nós é tão grande que foi capaz de enviar Seu único filho para morrer pelos nossos pecados. Temos entendido que a morte de Jesus é suficiente, ou seja, Seu sacrifício é plenamente perfeito e capaz de cobrir a multidão de pecados atribuídos à massa corrompida e decadente que é a humanidade.

No capítulo primeiro da carta de Paulo aos Efésios, temos um excelente e maravilhoso relato da obra que Cristo realizou em nós através da Sua morte, obra esta que só poderia ter sido feita através de um sacrifício perfeito. No texto, lemos que em Cristo, “temos a redenção pelo Seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7) e também, “Nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade, com o fim de sermos para o louvor da Sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo; no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, e tendo Nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da Sua glória.” (Efésios 1:11-14)

Fomos “selados com o Espírito Santo” e “predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade”. Tal é a perfeição da morte de Cristo, de Seu sacrifício.

Não apenas isso, mas o Apóstolo também nos relata, em Romanos 9:8-10, o seguinte: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos, sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre Ele. Pois quanto a ter morrido, de uma vez por todas morreu para o pecado, mas quanto a viver, vive para Deus.

Eu queria com isso dar um recado aos compositores que eventualmente lêem as coisas que escrevo. Nós temos três ferramentas à nossa disposição: o papel, a caneta e a Bíblia. Use-as em conjunto na hora de compor. Coloque à prova das Escrituras tudo o que você tiver o ímpeto de escrever. É claro que vale poetizar o texto e dar uma nova perspectiva a ele, mas nunca, em hipótese alguma, nos é permitido adicionar ou retirar algo da Palavra de Deus.

É isso. O bolo ta pronto.

Duda

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