Quando Deus fala

Esses dias eu passei algumas horas em uma cafeteria, ouvindo música, escrevendo e pensando em alguns momentos da minha vida. Parece que ultimamente Deus me tem dado a graça de recordar alguns momentos que se passaram há tanto tempo que nem sei quantos anos, mas que na memória, parece que ocorreram ontem.

Esta última lembrança aconteceu há, creio, uns bons 10 anos. Morava com meus pais e estava indo visitar Eline, que na época ainda era minha namorada, na casa de seus pais. Eu não me lembro por qual situação eu passava na época, mas lembro que era algo que estava tirando a minha paz. Lembro de andar pela rua preocupado. Daí…

Um adendo que vocês já conhecem. Todos vocês sabem que eu gosto muito de hinos, que acho que a teologia que há neles é superior à dos cânticos, essas coisas todas. E eu ouço hinos desde pequeno (como vocês também sabem). Dou graças a Deus por essa herança tradicional batista que me permite ter um pequeno hinário aqui dentro da cabeça. Não me permite lembrar a letra das minhas próprias músicas, mas as dos hinos eu lembro. Voltemos ao texto.

Enquanto andava pela rua, preocupado, passou um carro de som fazendo propaganda de alguma coisa. Claro que não me lembro o que era (leia acima minha confissão de não lembrar nem mesmo a letra das minhas próprias músicas). O peculiar disto tudo é que a música que o carro de som tocava (apenas a melodia, sem vocais) era o hino 328 do Cantor Cristão, Sossegai, cujo refrão é o seguinte:

As ondas atendem ao meu mandar: sossegai!
Seja o encapelado mar
A ira dos homens, o gênio do mal
Tais águas não podem a nau tragar
Que leva o Senhor Rei do céu e mar
Pois todos ouvem o meu mandar: sossegai, sossegai!
Convosco estou para vos salvar: sim, sossegai!

Lembro-me claramente de sorrir. Lembro-me claramente de sentir o peso sendo tirado dos meus ombros, pela simples lembrança de que Cristo nos ensina a sossegar. Lembrei-me do salmo 46.10, que diz “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.” Não foi algo místico, com anjos cantando e coisas assim: foi a lembrança de uma verdade bíblica que vale para todos nós, e a “paz de Deus, que excede todo entendimento” e guarda nosso coração e sentimentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.7).

Não tenho dúvidas que quando Deus fala conosco, em nosso íntimo, Ele usa aquilo que conhecemos Dele através de Sua Palavra, testemunho mais que perfeito e verdadeiro. O texto de lamentações 3.21, “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” requer que pensemos em algo: trazer de onde? Do ar? Creio que a resposta esta no Salmo 119.11: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” É de lá que  trazemos à memória o que pode nos dar esperança.

Leia a Bíblia. Diariamente, eu diria, se possível. Cante músicas que reflitam verdades bíblicas e que sirvam de auxílio à sua vida espiritual, pois eu garanto: Deus vai usar Sua Palavra e algumas músicas para falar com você, um dia. Ouvir Deus falar conosco não é algo restrito a uns poucos “especiais”. Como lemos em 1º João 5.1,2 “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos.

Somos filhos de um Pai que se comunica. Lembre-se disso.

Um abraço!

Eduardo Mano

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4 thoughts on “Quando Deus fala

  1. Fala Mano,
    Tenho parado e lido seu blog. Tem me ajudado muito.
    Sou grato a Deus por ter conhecido seu trabalho e saber desse seu outro lado escritor em desabafo.
    Deus o abençoe sempre.

  2. Esse hino é belíssimo. Gosto da calma que é cantado no início, a melancolia…e ao final a alegria triunfante!!!!

    “Mestre, chegou a bonança, em paz vejo o céu e mar
    O meu coração goza calma que não poderá findar
    Fica comigo,ó meu Mestre, dono da terra e céu
    E assim chegarei bem seguro ao porto, destino meu.”

  3. Cara, não sei você, mas eu, às vezes, espero e peço que Deus me mostre se tenho dado frutos que façam com que Ele seja glorificado, e Ele tem me consolado. Então, sem querer atrapalhar tentando ajudar com um elogio (se é que me entende), “não a você, Mano”, mas ao nosso Pai seja dada muita glória pelo uso que tem feito da tua vida.
    Grande abraço, graça e paz do Mestre!

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