Quero Trazer à Memória

São 2h da manhã e não consigo dormir. Já passei por isso antes, embora por questões diferentes (assim espero). O fato é que a “vida” tem trazido não apenas limões, mas todo o hortifruti, e fazer com que tudo caminhe com certa tranquilidade não tem sido tarefa fácil. Alguns dias são melhores que outros, e infelizmente este é um dos piores. E o calor do Rio de Janeiro não ajuda.

No próximo domingo eu levarei a mensagem na Igreja onde temos congregado. O texto a ser pregado é o de Lamentações 5.1-7, mas o contexto me obriga a passar por Lamentações 3.21. “Quero trazer à memória o que pode me dar esperança”.

Um dos exercícios que fiz neste início de madrugada foi ler algumas postagens antigas aqui do blog. Encontrei o post que escrevi no dia em que gravamos as faixas que comporiam o Canções para Grupos pequenos. Também encontrei uma postagem alusiva ao dia anterior à derrota do Fluminense para a LDU (na verdade o Flu ganhou a partida, mas não foi suficiente para reverter o resultado) na Final da Libertadores de 2008.

A vida é feita de momentos que, eventualmente, nos permitem enxergar o quadro todo. Mas enquanto vivenciamos estes momentos, o que vemos é a parte. Nem sempre a parte é agradável. Por exemplo: encontrei uma postagem do dia em que fui demitido de um antigo emprego. Por outro lado, encontrei, a postagem do dia em que entrei no meu atual emprego (18 de outubro de 2008).

Seis meses separaram as duas datas, e muita coisa aconteceu no meio tempo. Momentos. O grande quadro foi visto apenas depois. O que quero dizer é: enquanto peregrinos, nossa função é rumar à cidade que nos foi prometida. E esta caminhada, amigo, leva tempo. Para alguns, mais tempo do que para outros, mas ainda assim, é tempo. Por isso é importante ter em mente o que pode trazer esperança.

Lamentações 3 é um bom companheiro nestas horas da madrugada, sozinho. Em determinado momento, o texto nos diz assim:

Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
Que se assente ele, sozinho, e fique calado, porquanto Deus o pôs sobre ele.
Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.
Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta.
Pois o Senhor não rejeitará para sempre.
Embora entristeça a alguém, contudo terá compaixão segundo a grandeza da sua misericórdia.
Lamentações 3:27-32

Que coisa mais doida! Parece até que o texto está falando comigo!

E quem disse que não está?

Preciso deste exercício: trazer à memória o que pode dar esperança. Lembrar que Deus tem o controle sobre tudo, inclusive sobre qualquer jugo. Saber que Ele terá compaixão segundo a sua misericórdia. E lembrar que Cristo, o homem de dores, caminha comigo em qualquer sofrimento, pois Ele mesmo experimentou isso aqui.

Se a vida te dá um hortifruti, faça uma salada de frutas. Tá complicado, e quase impossível, administrar tudo o que está vindo, mas a Palavra de Deus me lembra que todas as coisas, mesmo as ruins, cooperam para o bem dos que amam a Deus.

E como um grande amigo escreveu há muitos anos atrás, “no fim das contas, tudo se explica, tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem”.

“Quando se vê pelo lado certo, todas as cores da minha vida dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro”.

A Ele toda a honra, mesmo que em lágrimas.

Eduardo Mano

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