Sarau da Comuna, parte 2

Sábado o dia começou cedo. Eu, Sandro e o Daniel fomos às 7:30 da manhã até uma padaria comprar coisas para o café da manhã que daríamos para Elly Aguiar e Karen, Fabinho Silva e Débora, Roberto Diamanso, Cezar da Sanfona e Gilson, além de nós mesmos. 11 pessoas. Na minha casa. Tenso.

Já de estômagos forrados, fomos para Itacuruçá passar o som e ver o que era necessário ser feito para o bom desenvolvimento do dia. Começamos as atividades com um relativo atraso. A igreja estava infelizmente vazia. Não sei se foi o tempo ruim do Rio, o fato de ser de manhã ou (o mais provável) a programação do evento, que trazia nomes desconhecidos (o Fabinho abriu o dia, falarei mais disso daqui a pouco, e nós também tocamos) e a inclusão de devocionais e palestras.

Eis a descrição dos acontecimentos, na ordem de ocorrência:

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Fabinho Silva e sua esposa, Débora, apresentaram algumas músicas de seu trabalho, o CD Raiz Duma Terra Seca. As músicas são lindíssimas, e a singeleza das vozes de Débora e de Fabinho as tornam muito agradáveis. Fabinho é um cara que pensa e que sabe falar muito bem. Conversamos um bocado durante o café da manhã, e dá pra ver que é alguém muito preocupado com a igreja de amanhã. Como alguém da “nova geração”, creio que ainda vamos ouvir muito dele, e espero em Deus poder participar de outros eventos com ele.

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A devocional do Rehder foi muito especial. Especial pra mim pela admiração que tenho por ele e especial pelas palavras dele. Jorge compartilhou conosco um pouco do que passou e sentiu na sua luta contra o câncer. Foram palavras carregadas de emoção e certeza de esperança em Deus. Sou muito grato a Dês pela vida do Jorge, da Marilda (sua esposa) e de marina e Carol, suas filhas. Marina e meu cunhado Rafael (que montou uma banda para acompanhar o Jorge em sua vinda ao Rio) vão se casar em Junho. Glórias a Deus por essa família.

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Jorge Camargo fez uma palestra / apresentação muito especial, falando sobre seu último trabalho e também a respeito de processo criativo, composição e artes. Admiro o Camargo já há mais de 10 anos, desde que ele veio participar de um congresso jovem na mesma Igreja, na época em que eu era membro e líder da juventude. Na época, ele havia acabado de lançar seu disco Presença, e de lá para cá, muita coisa mudou tanto em seu processo de composição. Embora suas músicas tenham perdido um pouco do caráter congregacional, percebemos que ele se tornou um artista antenado com os acontecimentos da vida, preocupado e imerso em espiritualidade.

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E depois disso tudo, subimos no palco. Eu estava completamente nervoso. A ponto de não dizer coisa com coisa. Não sei o que deu em mim. Falei demais, embora tenhamos tocado o número de músicas programado. A banda estava ótima. Cadu, Sandro e Léo estavam como sempre bem, mas eu dei muito mole, em vários momentos. Fiquei triste após a apresentação, senti-me deslocado de tudo o que estava acontecendo. Minhas músicas não possuem o brilhantismo das músicas dos compositores participantes do Sarau, e isso ficou muito claro, especialmente para mim. Certo é que devemos perseguir excelência, e aprimorar aquilo que fazemos, mas perceber isso enquanto você canta algo seu, não é lá a melhor das experiências. Acho que a melhor coisa que aconteceu foi a participação do Elly Aguiar em Tu és Deus e em Mais Chegado que um irmão.

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Após o almoço tivemos um talk show com Roberto Diamanso, Glauber Placa, Stênio Marcius e Silvestre Kuhlmann, e embora coisas excelentes tenham sido ditas, estava chateado demais para prestar atenção.

Infelizmente não pudemos ver o resto da programação, pois fomos a Niterói participar, junto a Glauber Placa e do Palavrantiga, do Cadê Você Adorador, evento realizado pela PIB de Niterói, e que vai receber um post separado.

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One thought on “Sarau da Comuna, parte 2

  1. cara… vc dizer que eu falo bem foi o melhor!! pergunta pra Debora quantas bobagens já nao falei… inclui aí essas pérolas:
    “Quer saber o que acho da musica evangelica atual? pensa num banheiro publico daqueles bem imundos…”
    “Eu venho cantar aqui, mas na verdade eu sou um lixo de crente” (essa valeu uma reprimenda do pastor da igreja)
    “Entao, gente, essa musica quer dizer isso e isso, sabe, entao, entenda isso.. “(aí olhei pra pessoa que havia me dito pra NAO QUEBRAR o ESPIRITO DO CULTO e NAO FICAR EXPLICANDO MUSICA, e vi que ela me fulminava com os olhos, e disse “Tá bom, desculpa… acho que quebrei o protocolo… vamos cantar logo aí entao”.
    🙂
    no mais, a acolhida de vcs ai no Seminario e tudo o mais foram sensacionais. Cara, valeu cada minuto, e foi pena que tivemos de vir embora pra nao ver o resto à noite!
    E continua fazendo sua musica que sai da alma – é a sua arte, entao que se danem os outros… 🙂
    valeu!

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