Velhas Verdades em Portugal, 01

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Bom, quem nos acompanha pelo Facebook, sabe que eu e Eline estamos há quase um mês em Portugal, onde ela está estudando até fevereiro do ano que vem. Quando estava quase tudo certo para virmos para cá, percebemos que era necessário entender esta oportunidade como uma porta aberta para Missões, e cremos que Deus tem dado provas suficientes disso.

Neste último final de semana, tivemos nossa primeira oportunidade de ministrar em igrejas portuguesas. No domingo pela manhã estivemos na Igreja Baptista da Graça, pastoreada pelo amigo Jónatas Lopes. Na verdade, estivemos durante todo o final de semana na casa de Jónatas e sua esposa Filipa, com seus filhos Raquel, Samuel e Gabriel. Uma família forte, fundamentada na palavra, e que tem se empenhado para que a Igreja da Graça prospere na tarefa de pregar o Evangelho em Lisboa.

Durante o culto tivemos a oportunidade de compartilhar com os irmãos sobre nosso trabalho, e também pudemos cantar algumas canções. Eline me acompanhou neste primeiro momento. A igreja já conhecia Mais Chegado que um Irmão e cremos ter sido muito bem recebidos por todos. A Igreja Baptista da Graça é uma igreja viva e que tem crescido. Junte-se a eles em oração por aquilo que Deus ainda vai realizar através deles em Lisboa.

Após o almoço, fomos para a Igreja da Lapa (que também é conhecida como a 2ª Igreja Baptista de Lisboa) onde eu participaria do encerramento do Fim-de-Semana Cheio da Lapa, um evento anual que conta com palestras e programações com a intenção de abrir as portas da Igreja para Lisboa, e ao mesmo tempo, de mostrar a Lisboa aquilo que se produz dentro da Igreja.

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Deram o nome de “Escritores de Hinos” para o momento do qual participamos eu, Jónatas Pires (ex-líder da banda Pontos Negros e um compositor de mão cheia) e Samuel Úria (um dos grandes nomes da música portuguesa contemporânea). A ideia é que cada um de nós tocasse três de suas composições mais um hino, momento em que cantaríamos juntos. Foram minutos muito especiais (e tem um vídeo aí em baixo para mostrar).

Depois de domingo, passamos a segunda-feira conhecendo alguns pontos de Lisboa e voltamos ao Porto na terça-feira de manhã. Temos conversados com alguns amigos e com algumas igrejas, e esperamos que Deus conceda outras oportunidades de O servimos por aqui. Continue orando pela gente.

Que Deus nos abençoe sempre!

Eduardo e Eline Mano

Velhas Verdades no Chile

Eu e Eline estamos de férias / missão / outras coisas no Chile. Viemos pela vontade constante e sempre crescente de conhecer a América Latina e pelo convite do Pastor Jonathan Muñoz, da Iglesia Uno. Ontem, tivemos a oportunidade de participar dos dois cultos da Igreja, que funciona em dois lugares: pela manhã nos Bairro Brasil / Yungay e à noite nos bairros Bellas Artes / Lastarria.

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Entrada da Igreja no Bairro Brasil / Yungay

Para mim foi uma óbvia alegria pois eu e o Pr. Jonathan há alguns meses vínhamos trabalhando na tradução de algumas canções minhas para o castellano, e durante os cultos eu pude cantar “Tú Eres Dios” (versão de Tu És Deus, claro) e “Como Nadie me Conoces” (versão de Como Ninguém me Conheces). Teoricamente temos vídeos destes momentos, vou esperar apenas para ver se os que a igreja gravou estão melhores que os nossos.

A música é uma parte importante da vida  da Iglesia Uno, e o responsável por ela é Javier Contesse, novo amigo que fizemos e que, além de compositor de mão cheia (assim como o Pr. Jonathan, e logo falaremos mais disso) dirige as bandas de ambos os locais de culto. Ele e sua esposa, junto a sua linda filhinha, estão de mudança para os Estados Unidos, onde ele estudará Adoração e Teologia pelos próximos 3 anos (inclua-os em suas orações, por favor 🙂 ). Para saber um pouco mais sobre a música reformada no Chile, acesse sua página no Facebook: Canción Reformada.

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Javier Contesse, eu e o Pastor Jonathan Muñoz

A Iglesia Uno está atualmente produzindo seu primeiro CD com 12 faixas (10 de autoria do Javier e 2 de autoria do Pastor Jonathan). Tive a oportunidade de participar de um dos ensaios para as gravações e ouvi 6 destas músicas – todas, sem exceção, excelentes. Creio que este trabalho, que deve ser lançado ainda este ano, será uma grande benção para a Igreja de língua Hispana, por um simples fato: prega aquilo de que temos falado e cantado há tantos anos, as Velhas Verdades do Evangelho do Reino.

A tradução de Tu és Deus e de Como Ninguém me Conheces é um primeiro passo para algo que está em nossos corações já há uns 5 anos, que é abençoar a Igreja Latino-Americana. É possível que em breve tenhamos mais algumas traduções e que, se Deus assim permitir, gravemos algumas destas faixas. Não é a busca por um novo mercado (graças a Deus que, quem me conhece, sabe como me oponho a isso). É a intenção de iniciar um trabalho missionário junto a igrejas que desejam ter material com boa base teológica para seus cultos, de forma a dignificar o Nome de Cristo também através da música. Por favor, ore conosco a respeito disso. Temos visto Deus abrir portas que nunca poderíamos imaginar.

Caso queira conhecer um pouco mais sobre a Iglesia Uno clique neste link, ou acesse a página da igreja no facebook. Ore por eles, pois têm sido um povo fiel às Escrituras e que genuinamente ama o Senhor Jesus.

Um abraço, e até breve!

Eduardo Mano

Lançamento – Voz Como o Som de Muitas Águas

Eis aqui o novo disco. Estou muito feliz em compartilhar estas canções com todos vocês, e espero que Deus as use para abençoar Sua Igreja. Como você já sabe, estas músicas foram gravadas em casa, e não em um estúdio. Na medida do possível, tentei dar o meu melhor tanto na execução das músicas quanto na produção, mas sei que há aqueles que não irão gostar – e está tudo bem. 🙂

Clique na arte abaixo para fazer o download.

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Como você lerá no encarte online, este disco é dedicado à memória de minha avó Cléia Borges Mano, que faleceu enquanto eu grava este disco. Aquilo que quero transmitir com este disco é que nosso Deus é soberano, e é Senhor da vida e da morte – e tudo coopera para o bem dos que O amam.

No vídeo abaixo eu falo mais um pouco sobre o disco e as músicas.

Mais um EP. É necessário?

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Aos desavisados, eu estou gravando um novo EP. Ao todo serão 6 faixas, sendo que uma é a regravação de um hino. Já falei em inúmeras outras oportunidades o quão relevantes os hinos ainda são – sim, sou bem categórico nisto -, e pretendo fazer disso um hábito: regravar um hino a cada novo trabalho meu.

Pretendo lançar o EP no início de abril, se Deus assim permitir. E embora não haja problema nenhum no fato de eu usar meu próprio site para fazer propaganda de um novo lançamento, não é sobre isso que eu gostaria de falar.

Há mesmo a necessidade de eu (ou ainda, qualquer outro músico) gravar um novo trabalho?

Creio que a resposta seja sim, especialmente quando falamos em música cristã (e mais especialmente ainda quando pensamos naquilo que algumas gravadoras têm despejado no mercado). Mas uma resposta mais elaborada a esta pergunta é a seguinte: sempre – SEMPRE – precisaremos de músicas que nos lembrem da realidade de nossa vida cristã e da nossa necessidade de um relacionamento profundo com Deus.

Pense nos Salmos. Há Salmos de todos os tipos, com diferentes nuances. Há salmos que exaltam a Deus e Seu poder criador. Há salmos que falam do anseio íntimo do salmista por Deus. Há salmos que dizem que os inimigos de Deus prosperam enquanto os Seus servos padecem. A lista é extensa. E extensa é a variedade de sentimentos e momentos que vivemos em nossa vida cristã.

Muitas vezes o que a música gospel vende é uma vida monótona. Uma vida que pensa e enfatiza apenas um aspecto de nosso relacionamento com Deus – e geralmente é o aspecto vitorioso, onde tudo vai bem… o “gospel way of life“. Só que a realidade não é bem assim. Pessoas adoecem. Muitas morrem. Empregos são perdidos. Filhos nascem e trazem consigo desafios. Relacionamentos são iniciados e terminados. Amizades são desfeitas. Arrisco dizer que boa parte de nossa vida é vivida debaixo do cinza, e não das cores vivas da alegria. E creio ser um problema grave quando este cinza de nossas vidas não é confrontado com a Verdade das Escrituras. Explicarei melhor isso.

Se boa parte de nossas vidas comuns é vivida no cinza, na incerteza, precisamos desenvolver uma prática de adoração que seja coerente com esses momentos, para então podermos, confrontados pela realidade da Palavra de Deus, nos regozijarmos com uma das grandes realidades que a Bíblia quer nos apresentar: Deus, e somente Ele, deve ser nosso prazer e alegria.

Muitas vezes, ao chegarmos ao culto de domingo em nossas igrejas (pois sejamos realistas: poucos cristãos desenvolvem o hábito de participar de grupos pequenos durante a semana), as aflições de nossos corações não são apaziguadas por aquilo que cantamos. Na verdade, podem ser até mesmo pioradas. Ao invés de cantarmos sobre a realidade de encontrarmos descanso em Deus quando lançamos nossas aflições sobre Ele, cantamos que viveremos mudanças radicais em nossas vidas (geralmente de ordem financeira). Só que muitas vezes, não há indícios que uma mudança destas realmente venha. E de fato, talvez nem mesmo Deus tenha isso planejado para nossas vidas. E a angústia apenas continua.

Em João 6 nós lemos um relato fantástico a respeito de como muitos dos judeus da época de Jesus o viam como um utensílio, um bem de consumo. Em primeiro lugar, nos versos 1 a 15, vemos a primeira multiplicação de pães e peixes. Algo fantástico, extraordinário… um milagre sem precedentes. Só que poucos versos depois, em João 6.22-59, vemos que muitos dos judeus que estiveram multiplicação dos alimentos atravessaram o mar em direção a Cafarnaum em busca de Jesus. E Cristo sabia o intento de seus corações. Ele diz, em João 6.26: “Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e ficastes satisfeitos”.

É exatamente isto que temos feito, domingo após domingo. Temos ido a Jesus não por quem Ele é, mas sim pelos benefícios que poderíamos ter. E a música que é executada nos cultos de inúmeras igrejas pelo Brasil e pelo mundo tem enfatizado isso, esta busca utilitária por Deus, como se Ele fosse um caixa eletrônico onde simplesmente depositamos pedidos e retiramos bênçãos.

A música cristã deveria ter o papel de colocar tudo na perspectiva correta. E qual é esta perspectiva? A de que nossa maior fonte de alegria e prazer deveria ser encontrada em Deus, Nele apenas. Não no que Ele nos dá, pois como aprendemos com Jó, “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1.21)

Toda música cristã, mesmo a que parece triste por ser escrita e cantada em tons menores, deve apontar para a fonte máxima de alegria e prazer nesta vida e na próxima: Jesus. E por isso que sim, vale a pena lançarmos mais músicas cristãs que exaltem a Cristo e ofereçam uma resposta às áreas cinzentas e nebulosas da vida, onde as incertezas por vezes são grandes, mas não podem esconder a mão de Jesus a nos guiar por meio dos vales e desertos.

Que Deus nos abençoe sempre com Sua presença.

Eduardo Mano

Page CXVI – Lent to Maundy Thursday

Lent To Maundy Thursday Cover

O Page CXVI é uma banda que eu e minha esposa gostamos muito. Seu propósito de existência é reescrever hinos, dando a velhas letras novas melodias. Seu trabalho é fantástico.

Eles lançam hoje um novo item de sua discografia, o disco Lent to Maundy Thusrday – algo como Da Quaresma à Quinta-feira da Ceia, datas estas do calendário litúrgico da Igreja Católica e também utilizadas por diversas denominações protestantes. Neste ano, a banda se propôs a preparar músicas para o calendário litúrgico cristão. A banda, para não deixar dúvidas, é protestante.

Eu sei que eu geralmente indico bandas que disponibilizam seu material de forma gratuita, e o Page CXVI já fez isso, Coisa de um ano atrás eles disponibilizaram mais de 10 discos para download gratuito, e mesmo que este novo trabalho não estaja disponibilizado para download, o streaming está liberado, e você pode ouvi-lo na janela abaixo.

Assista também a um preview de como foi a gravação do disco:

Que Deus o abençoe. E caso queira adquirir o disco, clique aqui

Confessando o Confessional

maxresdefault-1-copyAmanhã, dia 30 de janeiro de 2014 (escrevo a data assim, completa, para que, em alguns anos, quando alguém visitar este blog e ler a frase “amanhã é o lançamento do Confessional”, isso não soe absurdamente datado, e passe apenas como nota histórica) é o lançamento do Confessional, primeiro álbum do Diego Marins. Este não é um texto de review do disco, mas sim uma defesa da frase que escreverei a seguir: este é o disco cristão mais importante a ser lançado, ao menos este ano – e olha que eu mesmo devo soltar um ou dois projetos em 2014.

Você pode achar que estou exagerando, mas quero explicar minhas razões. Ei-las, as razões, em tópicos:

1 – Confessional é um disco bíblico. Todas as músicas estão carregadas de verdades bíblicas e todas, intencionalmente, exaltam a Cristo como Senhor soberano sobre nós. Todas, sem excessão. Até a faixa instrumental (eis aí um spoiler – teremos outro). A Bíblia comanda, em Salmos, que exaltemos a Deus com cânticos. Também comanda que o façamos com habilidade e alegria. Lemos isso tudo no Salmo 33, versos 1 a 3. Diego prova ser um rapaz fiel a Deus e a Sua Palavra, seguindo estes comandos.

2 – Confessional é um disco honesto. Não há como ser mais honesto quando você grava suas músicas no mesmo quarto onde você as compõe, e onde também dorme, estuda, ora, lê, descansa. Confessional foi concebido e produzido em um lugar de refúgio, e vemos como o relacionamento de Diego com Deus é algo verdadeiro e genuíno. Não há holofotes nem grandes efeitos de estúdio. Tudo o que ouvimos é obra da criatividade e trabalho árduo (sim, pois o disco demorou mais de um ano para ficar pronto) de Diego, que no final do caminho contou com a habilidosa ajuda (e mais: benção) de Max Folgado, que lapidou a obra e deu o trato que ela merece.

3 – Confessional é um disco atual e atemporal. Ambas estas distinções não são auto-excludentes. Ele é atual pois usa elementos de nossa época para que a mensagem seja transmitida: os ruídos, os pads de teclado, os loops (que de tão orgânicos, não dá pra dizer que são loops), as referências musicais. Tudo diz respeito a este momento em que vivemos. Mas ao mesmo tempo, sinto em meu coração que ele não é datado: o disco terá vida longa. O Folk que inspira Diego, mesmo sendo feito por artistas modernos, bebe da mesma fonte que inspirou os Vencedores por Cristo a gravarem, em 1977, a canção Sinceramente. A releitura de Como a Corça (mais um spoiler), escrita em 1981 por Martin Nystrom, torna a canção como nova para aqueles já acostumados com este velho cântico, e faz uma justa homenagem a uma época em que o louvor e adoração eram de fato para a honra e glória de Cristo, e não para a honra e glória dos cantores. Confessional será ouvido por muitos e muitos anos.

4 – Confessional é um disco bonito. E por bonito eu quero, na verdade, dizer lindo. Faz muito tempo que não me emociono ao ouvir músicas que de fato honram a Cristo – espero que ao ouvir o disco, você tenha a mesma sensação que eu. Diego Marins criou uma obra de rara beleza, algo que não ouviríamos se saísse pela mesmice genérica das gravadoras.

Espero que você acredite que eu não escrevo isso apenas por ser amigo do Diego. Ele não sabe que eu estou, neste momento, na madrugada de uma quarta-feira, escrevendo este texto. Fiz isso pois, movido pela alegria de escutar o mesmo disco há três dias, e com o coração cheio de gratidão a Deus pela vida do Diego, eu precisava dizer aos meus amigos, e aos poucos que param por aqui neste espaço, que Confessional é um dos discos mais importantes que ouvi em um bom tempo. Comparo-o, em importância, ao irrevogável Canções à Meia Noite, do mestre Stênio Marcius. E espero em Deus que este seja o sentimento em seu coração após ouvir algumas vezes o disco, que será disponibilizado gratuitamente na internet amanhã.

É uma honra poder fazer parte da história do Diego, já que o disco será lançado pelo selo que eu, ele e o Rafael Porto estamos montando juntos. Mas Confessional já existia antes do selo existir. Confessional era certeza desde a eternidade, assim cremos. E por mais que eu não entenda as razões pelas quais nosso Deus, em Sua Santidade, permita que “artistas” cuspam no mercado discos que não apenas são contrários aos ensinamentos Bíblicos, como também desonram a Cristo e Seu Reino, louvo a Ele por Sua graça, manifestada na vida do Diego, e que diligentemente traduziu em canções seu amor por Jesus.

Termino com um recado pessoal ao Diego:

Cara, eu te amo. É uma honra ser teu irmão. Que o Senhor continue te abençoando, e que você seja sempre esta ferramenta pronta nas mãos do Mestre.

Em Cristo,

Duda

A árdua tarefa de montar uma banda – por Zach Bolen

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Zach Bolen é diretor de adoração na Mars Hill Church U-District, em Seattle, EUA. É casado com Natalie e têm juntos duas filhas – Penelope e Posey -, e um filho – Davey. Zach é líder da banda Citizens.

Link para o texto original em inglês

Montar uma banda não é fácil nem simples. Neste texto, o líder da banda Citizens e pastor de adoração da igreja Mars Hill, Zach Bolen explica o que é essencial para montar uma banda forte no âmbito da Igreja.

“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus”. 2 Coríntios 4:5

Montar uma boa banda na igreja requer investimento, tempo, e o foco de todos em Jesus.

Comece com poucos

Durante a faculdade eu frequentei uma igreja que possuía um grande ministério de jovens. Eles procuravam alguém para dirigir o louvor e montar uma banda de estudantes, e embora eu possuísse pouca experiência na direção do louvor, eles pediram que eu assumisse a posição (ainda não estou bem certo do motivo). Eu já havia tocado em outras bandas, mas montar uma banda formada por adolescentes da igreja era novidade para mim.

Eu montei alguns testes, e após isso nós conseguimos quatro músicos consistentes, mas bem “verdes”. Os primeiros meses dirigindo os cultos jovens foram terríveis. Eu não era muito bom em dirigir o louvor, e a banda não tocava muito bem junta. O lado bom é que a história não terminou aí.

Após algum tempo, os “dias maus” provaram ser incrivelmente úteis ao moldar a banda em um sólido grupo de músicos. Nós aprendemos com nossos erros e paramos de tentar fazer tudo do zero. Ao começarmos com apenas poucos músicos, construímos uma base sólida que permitiu trazer novos membros sem a necessidade de começarmos tudo de novo.

Após dois anos, nós tínhamos duas bandas realmente boas. Sendo bem realista, se eu não tivesse investido em alguns poucos músicos no início, levaríamos anos para alcançar um nível de qualidade aceitável.

Cresçam juntos primeiro, criem depois.

Não há vergonha em tocar arranjos feitos por outros igrejas e bandas. Se você está montando uma banda, seu alvo principal não é aprimorar seu valor criativo. A coisa mais importante é se tornar uma banda coesa, que toca bem junto e é unida em seu desejo de chamar as pessoas a adorarem Jesus e proclamar Seu senhorio.

Líderes de louvor são servos tanto de Jesus quando de Seu povo, então devemos estar dispostos a sacrificar nossas preferências se necessário. Pelo fato de cada banda ser composta por músicos e cantores com diferentes históricos, o som de cada um terá sua própria identidade, mesmo quando tocando covers de outras bandas. Cresçam juntos primeiro, e criem depois.

Música é secundário.

Cada domingo pela manhã antes dos cultos, eu sento com a banda e equipe de produção e comparti lhos com eles o que vou ministrar naquele período. Quero que eles estejam de acordo comigo na ministrarão.

Provérbios 29.18 nos diz que “Onde não há revelação divina, o povo se desvia”. Construir uma banda coesa é ótimo, mas a não ser que você continuamente reafirme a razão pela qual “fazemos o que fazemos”, sua banda pode começar a se desviar para lugares pouco saudáveis.

A pior coisa para um líder de louvor é ter músicos complacentes, que buscam a glória para si mesmos. Eu sempre lembro a banda que o Evangelho não pode ser superado. Embora nós possamos escrever o que pensamos ser ótimos arranjos ou toquemos músicas que que amamos, devemos constantemente lembrar uns aos outros que a música é apenas um meio para a proclamação da maior das notícias. Quando a banda está unida nesta visão, pode haver uma liberdade incrível enquanto vocês crescem juntos em suas afeições por Cristo Jesus e em suas habilidades como músicos.

Celebre as vitórias

Para celebrar as vitórias, primeiro devemos estabelecer o que é uma “vitória”, e depois compartilhar este alvo com a banda. Gosto de dividir as vitórias em duas categorias: frutos visíveis e frutos invisíveis.

Fruto visível pode ser algo como a banda tocar uma canção muito bem sem errar nada sério, a congregação cantando a plenos pulmões, ou até mesmo o fato das músicas complementarem o sermão muito bem.

Mas frutos invisíveis são meus favoritos. É quando as pessoas vêm até você após o culto  compartilham o quanto que o Espírito Santo usou uma letra de alguma música para trazer conforto em meio a tempos complicados. Ou quando um dos membros da banda compartilha o quanto fazer parte daquela comunidade aumentou seu amor por Jesus e os ajudou a aprender que a adoração vai além daquilo que fazemos como banda. Ou quando um pai diz o quanto seus filhos cantam as músicas que a banda dirige na igreja o tempo todo, e está provendo oportunidades para conversar sobre o Evangelho.

Acima de tudo, quando celebramos as vitórias, celebramos o trabalho que Jesus está realizando nas vidas das pessoas. Que esta seja a sua medida de sucesso, e daí virá a benção de ver todas as coisas incríveis que Deus fará através da sua banda.

Ministérios Fracassados

Em alguns dias, o documentário Ministérios Fracassados, produzido pelo Yago Martins, completará um ano de lançamento. Como vocês sabem, eu participei do vídeo como um dos entrevistados, e pela graça de Deus, os frutos deste trabalho foram muito proveitosos. Claro, houve quem reprovasse, achasse ruim, e etc. Mas as bênçãos foram maiores, e em maior número. Não dá nem pra prestar atenção nos comentários ruins.

Uma das grandes portas que o vídeo abriu foi a possibilidade que eu tive de pregar em lugares onde nunca fui, e talvez nunca vá. Explico. Em muitas igrejas, a minha parte do vídeo foi utilizada para fomentar a conversa sobre ministério e sucesso junto a equipes de louvor espalhadas em todo Brasil. E em algumas partes do mundo. Meus 8 minutos de participação no vídeo são meu testemunho para pessoas que possivelmente eu nunca vou encontrar face a face, mas sei, por relatos, que foram marcadas por aquilo que conto no vídeo.

Continuamos a ser um ministério diminuto. Quando saímos, geralmente vou apenas eu e minha esposa, sem os meninos da banda. Continuamos, todos, com nossos empregos. Continuamos, todos, no intuito de criar música que sirva para a edificação da Igreja e para a glorificação do Nome de Cristo. Que Deus nos proteja de algum dia pensarmos em fazer as coisas de outra forma.

Espero que o vídeo aí em cima sirva para algo na tua vida (caso você ainda não o tenha visto). E se você não sabia da existência do Ministérios Fracassados, por favor, assista a todo documentário. Tenho certeza de que não será perda de tempo.

A paz de Cristo!

Eduardo Mano

#comofoi – ICNV de Mesquita

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Neste sábado estivemos, eu e Eline, na Igreja Cristã de Nova Vida de Mesquita, município da Baixada Fluminense que fica pertinho do Rio. Fomos lá para o culto jovem que eles realizam aos sábados. Foi um tempo excelente com aqueles jovens que estavam visivelmente felizes e contentes por estarem juntos na igreja.

Acho interessante dizer isso pois geralmente jovens nos seus 17 – 25 anos têm mais o que fazer do que ir à igreja. Há muitas alternativas, muitos atrativos, e principalmente, muitas coisas mais interessantes do que ficar sentados por 2 horas ouvindo um gordinho mais velho cantar e falar. Mas lá eles ficaram, e visivelmente felizes.

Cantei alguns cânticos e músicas minhas, apenas ao violão. Depois, preguei sobre o texto de Mateus 16.13-20,  a Confissão de Pedro. Nos dias de hoje, a pergunta que Cristo faz aos discípulos ainda é válida: “quem dizem que sou”? O mundo pergunta isso o tempo inteiro, e se nós não temos ouvido – e pior, nem fazemos ideia de como responder a esta pergunta – é talvez por não estarmos vivendo uma vida digna do Nome de Jesus. Só pra pensarmos aí…

Sou grato a Deus pela oportunidade de conhecer igrejas e comunidades que amam a Jesus e querem viver de forma a fazer brilhar o Nome que é sobre todo nome.

E para aqueles que não estão acostumados, eis aí uma foto minha pregando.

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Um abraço a todos!

Eduardo Mano

 

Prega a Palavra!

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κηρυξον τον λογον. Estas palavras, em grego, querem dizer “Prega a Palavra”, e são parte das últimas palavras de Paulo ao jovem pastor (e seu discípulo) Timóteo. As encontramos em 2 Timóteo 4:2.

Muitos de vocês sabem da minha caminhada. Sou músico, estudei teologia, e faço música para o ensino, exortação, conforto e para auxiliar, de alguma forma, a Igreja de Cristo na comunhão com o Pai. É claro que nem sempre tenho sucesso em minhas tentativas, mas creio que Deus tem abençoado.

Digo isto tudo pois hoje eu estava refletindo na porta que Deus abriu para mim aqui em Manaus, mas em outra área, na qual eu sou bem deficiente: a pregação. Eu pregava quando morava no Rio, mas eu era chamado quase que exclusivamente para tocar. Aqui, o inverso aconteceu. Embora eu dirija o louvor dominicalmente na igreja onde sirvo, os convites de outras igrejas têm sido para levar a Palavra e não a música.

Digo Palavra com P maiúsculo pois quero crer que o que tenho feito até agora é levar o Evangelho de Cristo. Como Paulo diz aos Coríntios, “nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado”. pregar minhas próprias ideias não levariam à transformação de ninguém: apenas a pregação de Cristo e sua obra redentora, com o auxílio do Espírito Santo, é que podem transformar vida daqueles que ouvem a mensagem.

Voltando à frase em grego lá em cima – κηρυξον τον λογον -, durante anos da minha vida ela foi presente nos meus dias. Quando morei e estudei (e depois trabalhei) no Seminário Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, eu lia essa frase, em voz alta, quase que diariamente ao passar pela Capela (que tem a frase escrita baixo da torre). Ao estudar teologia, entendi que não há como pregar a palavra sem o Λογος, o Verbo Encarnado, Jesus, digno de toda Glória. Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36), e a pregação da Palavra deve ser para Glória Dele.

Enquanto mais uma vez me preparo para pregar a Palavra, penso que é com temor e tremor que o faço. Eu, pecador imundo e inútil, falarei a respeito daquilo que é mais doce que o mel, que é perfeito e refrigera a alma. Que Ele, em sua misericórdia, use meus lábios, e também os de todos os meus amigos que foram chamados para pregar o Evangelho.

Que a Paz de Cristo seja conosco!

Eduardo Mano